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Moradores fazem novo protesto contra estupros

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Um grupo de moradores de bairros do Litoral Norte de Maceió fez um protesto, ontem pela manhã, em frente ao prédio da Secretaria de Segurança Pública (SSP), no centro da cidade, para cobrar reforço no policiamento e esclarecimentos sobre os estupros ocorridos na região. Mulheres ligadas a movimentos feministas também participaram do ato, que chamou a atenção do secretário estadual de Segurança Pública, coronel Paulo Domingos Lima Júnior. Os manifestantes esperam que a comissão especial de delegados responsável pelas investigações dos casos de estupro no Litoral Norte seja nomeada e tenha a publicação da portaria divulgada no Diário Oficial do Estado (DOE) de hoje para, assim, ter condições de iniciar os trabalhos. ?Na semana passada houve uma reunião para discutir o assunto, mas a população tem pressa em solucionar os casos de estupros, na expectativa de que os responsáveis sejam identificados. A população está com medo, as meninas temem ir à escola, achando que podem ser mais uma vítima de estupro e, por isso, decidiram ficar de plantão em frente à SSP até que possam conversar com o secretário e pedir agilidade para esses casos?, contou Vanessa Sátiro, do Movimento Mulheres de Olga Benário, que tem dado apoio às moradoras da região. Com palavras de ordem e cartazes, o grupo com várias estudantes de um colégio da Garça Torta que relatam sofrer com a insegurança fechou momentaneamente a rua em frente à Praça da Independência, onde fica o Quartel do Comando Geral da Polícia Militar de Alagoas. O ato só foi encerrado quando as mulheres foram convidadas para uma audiência na sede da SSP. Um grupo de 15 pessoas, entre mães, pais, estudantes, representantes de associação de moradores do Olga Benário, e até duas vítimas de estupros, se reuniu com o secretário Lima Júnior para pedir iniciativas que possam coibir os crimes sexuais ocorridos recentemente na localidade. Os moradores da região contam que a rotina de muita gente está mudando, e isso inclui deixar filhas, sobrinhas e netas sem sair de casa, nem mesmo para ir à escola, uma vez que os ataques acontecem no trajeto. Nos últimos dias, foram sete casos de estupro e nenhum suspeito preso até o momento.

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