Polícia
Estudante seq�estrado � libertado no Tabuleiro
O estudante Carlos Henrique Dâmaso Vieira, 22, que estava há 13 dias em poder de seqüestradores, foi libertado às 6 horas de terça-feira, próximo à Universidade Federal de Alagoas (Ufal), no Tabuleiro do Martins, e conduzido por parentes a sua residência, na Ponta Verde. Ontem, o delegado Roberto Lisboa, diretor do Departamento Central de Policia (Decepoc), responsável pelo acompanhamento do seqüestro, revelou que a família do estudante pagou pelo resgate a importância de 150 mil reais, exigida pelos seqüestradores. Roberto Lisboa relatou que às 3h30 de segunda-feira, os seqüestradores mantiveram contato com a família e pediram que o dinheiro fosse deixado dentro de uma sacola, próximo à favela do Conjunto Eustáquio Gomes de Melo. Em seguida, um homem dirigindo uma moto passou pelo local e recolheu o dinheiro. Às 6h da manhã, o estudante manteve contado com um parente, que foi buscá-lo. A polícia não revela o local onde Carlos Vieira foi deixado, mas afirma que ele passou os 13 dias preso em um banheiro e que os bandidos fizeram mais de dez contatos com a família. A pedido da família, a polícia não entrou no caso diretamente. No entanto, acompanhou os detalhes dos contatos e já tem pistas para prender os marginais e esclarecer o seqüestro. A liberação do estudante não coloca um ponto final no trabalho da Polícia Civil. Muito pelo contrário, segundo o delegado, o caso continua sendo alvo de investigação. ?Nossa meta é chegar aos autores. Temos alguns retratos falados e vamos, evidentemente, buscar meios de poder identificá-los?, afirmou o delegado Roberto Lisboa. Contato O estudante Carlos Henrique foi pego quando entrava em um veículo de sua propriedade, no estacionamento do prédio onde reside, no bairro de Ponta Verde. Ele foi visto sendo levado por quatro homens. No mesmo dia, os seqüestradores começaram a manter contato com a família que, temendo pela vida do estudante, esteve na Secretaria de Defesa Social e pediu ao secretário que a policia ficasse fora do caso. Três dias depois, um veículo Vectra, da família do estudante, foi encontrado depenado, no Conjunto Eustáquio Gomes de Melo, provável local do cativeiro do estudante. Mas, a polícia prefere não entrar em detalhes, para não prejudicar as investigações em andamento. A família da vítima continua sem querer manter contato com a imprensa.