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Acusado de matar fam�lia no tr�nsito � condenado

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Um júri popular realizado nessa sexta-feira, 21, no Fórum da Comarca de Santa Luzia do Norte, região metropolitana de Maceió, condenou um homem a 13 anos de prisão em regime fechado por dirigir embriagado e matar uma família em um acidente de carro, no município de Satuba. A família das vítimas e o Ministério Público Estadual (MP) acreditam que a pena foi pequena e recorrerão ao Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL). Esse foi o primeiro julgamento por crime de trânsito em Alagoas. O acidente foi registrado em agosto de 2012, num trecho da BR-316, próximo ao clube Lindoya. De acordo com Lucas Oliveira Bonfim, um dos advogados de acusação, o condenado, Antônio Batista da Silva, dirigia embriagado um ônibus no sentido Maceió. Na estrada, ele colidiu com o veículo que vinha na direção contrária. No carro estavam marido, esposa e dois filhos do casal, na época com 8 e 9 anos. Também encontrava-se no veículo Maria Yvone de Araújo Mentasti, avó das crianças, que sobreviveu ao acidente, mas acabou com sequelas. Antônio é acusado de quatro homicídios, tentativa de homicídio e por dirigir alcoolizado. Bonfim relatou ainda que, após a colisão, o réu abandonou o carro e não prestou socorro às vítimas da tragédia, sofrendo também essa acusação. Apesar da fuga, o condutor foi pego por policiais militares que haviam sido acionados ao local do acidente. Em Alagoas, este é o primeiro caso de prisão por crime de trânsito. Apesar disso, os familiares e a promotoria definiram a pena como ?branda? e pretendem recorrer do caso para o aumento da penalidade. O advogado e também irmão de Frederico Mentasti, uma das vítimas, Rudérico Mentasti, disse com suas palavras que a família está ?parcialmente satisfeita? e acredita que a decisão é um ganho nos julgamentos desse cunho. ?Se fez justiça com esta condenação, mas com o grau e o resultado do crime, tem que ser prevista uma pena maior. Mas também levamos em conta as condenações de crimes como este, que geralmente são pagas com serviços comunitários e cestas básicas. Nos sentimos justiçados, mas ainda há o que ser reparado?, afirmou. * Sob supervisão da editoria de Cidades

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