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Grupo fraudava venda de terrenos

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A maior parte das vítimas do golpe aplicado por uma quadrilha desarticulada pela Polícia Civil, ontem, no município de Marechal Deodoro, são policiais militares (subtenentes, sargentos, cabos e soldados). Eles sonhavam em ter casa num loteamento fechado, mas terminaram frustrados ao descobrir que se tratava de uma venda fraudulenta. Ao todo, a fraude teria rendido cerca de R$ 2 milhões aos acusados. Os militares compraram lotes, em valores que variaram de R$ 20 mil a R$ 40 mil, que não pertenciam aos vendedores, e ainda por cima fora das normas de uso do solo urbano, vigentes no município de Marechal. Após investigar denúncias de irregularidades na venda de áreas no Loteamento Acauã, o delegado do município, Rodrigo Colombelli, titular do 17º Distrito Policial (17ºDP), solicitou à Justiça a prisão dos envolvidos na fraude. A prisão foi decretada pelo juiz Hélio Pinheiro Pinto, da 2ª Vara Cível e Criminal de Marechal Deodoro, supostamente pelos crimes de associação criminosa, estelionato e desmembramento irregular do solo urbano. Para adquirir os imóveis, os militares fizeram empréstimo consignado, pelos quais continuam pagando. O suposto bando é formado pelo PM Eronildo dos Santos Costa, pelo sargento da reserva da Polícia Militar de Alagoas José Paulo Roque de Arcanjo, conhecido como sargento Roque, pelo filho dele, Ycaro Roque de Arcanjo, por José Luís da Silva e José Reinaldo de Sena. Os cinco foram presos numa operação executada durante a manhã de ontem, por agentes civis das unidades Asfixia, Tático Integrado de Grupos de Resgates Especiais (Tigre), e da delegacia local, além de militares do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope).

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