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Travesti morta no interior � a quinta s� em 2016

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Na manhã de ontem, mais uma travesti foi assassinada em Alagoas e, segundo levantamento do Grupo Gay de Alagoas (GGAL), essa teria sido a quinta morte de travestis registrada somente este ano. A vítima, até ontem à noite identificada apenas como ?Lorena?, faz parte dos outros 16 homossexuais que perderam a vida no Estado pela violência. Lorena foi executada a tiros em frente a um bar localizado na Rua Antônio Pituba, bairro Ouro Preto, em Arapiraca, no começo da manhã de ontem. De acordo com o 3º Batalhão de Polícia Militar (BPM) de Arapiraca, uma guarnição se dirigiu ao local, mas já encontrou a vítima sem vida e o corpo coberto por lençóis. A polícia foi informada por populares que a travesti foi atingida por disparos efetuados por um homem em uma motocicleta. Os populares ainda informaram à polícia que Lorena cometia pequenos assaltos. Junto ao corpo da vítima, foi encontrada uma faca presa na cintura. Até a tarde de ontem, o Instituto Médico Legal (IML) não tinha identificado da vítima. Nenhum familiar dela apareceu para fazer o reconhecimento do corpo. CASOS O presidente do GGAL, Nildo Correia, chama atenção para impunidade dos crimes ocorridos contra a comunidade LGBT no estado, que, em 2015, registrou 23 assassinatos de homossexuais. Para Correia, somente a investigação dos crimes também não resolverá a violência contra a comunidade. ?A problemática é a impunidade, infelizmente. Na grande maioria dos casos, a polícia não consegue chegar ao suspeito e muito menos ao réu confesso. A impunidade não vai ser combatida só com a polícia investigativa?, afirma. Sobre o possível envolvimento da travesti de Arapiraca em assaltos, o presidente do GGAL aponta a falta de políticas públicas para essa comunidade como um dos pontos a serem trabalhados pela sociedade para evitar contato com o crime. * Sob supervisão da editoria de Cidades.

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