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Professor foi v�tima de latroc�nio

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O professor de Química da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Daniel Thiele, foi assassinado depois que reagiu a uma abordagem de suspeitos que tentavam roubar o carro dele. Quatro homens foram presos por participação direta e indireta no crime. A conclusão é do delegado Filipe Caldas, da Seção Antissequestro da Divisão Especial de Investigação e Capturas (Deic), que se calou durante um longo período, alegando não querer atrapalhar as investigações, e somente ontem resolveu soltar alguns detalhes do caso, em entrevista coletiva com a imprensa. Foram apresentados Anderson da Silva Lima, conhecido pelos apelidos de ?Guel? ou ?Fósforo?, de 29 anos; Thiago Anderson Lima da Silva, de 30; Luís Fernando Gonçalves de Oliveira, o ?Nenói?, de 24 anos; e Fabiano da Silva Rocha, conhecido por ?Tuchinha?, 27 anos. Eles foram indiciados por latrocínio, ocultação de cadáver e organização criminosa. Pelo menos duas pessoas estariam foragidas e teriam ligação com estes quatro. Todos, de acordo com o delegado, fazem parte de uma quadrilha especializada em roubos de veículos, mas que praticam também tráfico de drogas e homicídios em Maceió. A Deic chegou até os suspeitos após eles deixarem alguns rastros. O primeiro deles a captação de imagens de um veículo Gol, de cor prata, que estava na cola do automóvel do professor no dia em que ele sumiu. Esse carro aparece nas câmeras de segurança do acesso ao Campus A.C. Simões e também no equipamento que fica no trecho da BR-104, logo após a saída da Ufal, em direção ao Aeroporto. A vítima, segundo as investigações, guiava o próprio carro, mas a polícia ainda apura se ela já era mantida refém por outra pessoa que a acompanhava. Sabe-se, no entanto, que o Gol era conduzido por Thiago Anderson, real proprietário do automóvel. Ele estava com um comparsa, que ainda está foragido. O nome dele não foi divulgado. Para atestar que o bando estava diretamente envolvido na trama, o delegado descobriu que os criminosos estavam vendendo o jogo de rodas do carro do professor a um preço bem maior no mercado. Além disso, achou o próprio celular da vítima, que já havia sido vendido a várias pessoas. Por meio de autos de reconhecimento fotográfico, o receptador da peça do veículo apontou a pessoa que o vendeu. O nome deste vendedor do jogo de rodas é mantido em sigilo.

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