Polícia
Testemunha de chacina pode ter sido morta por traficantes
RÓDIO NOGUEIRA A advogada Meiriane Vieira Alves, constituída para defender o PM Ronaldo Barbosa, acusado de mandar matar a tiros Maria José dos Santos, 25, a ?Neguinha?, dentro de sua residência, no Pinheiro, afirmou, ontem, que Maria José era viciada em drogas e pode ter sido vítima de traficantes oriundos do polígono da maconha, porque ela e o marido tentaram prejudicar o trabalho, segundo a advogada. ?Um tal ?Bambam? era o contato dos traficantes da cidade de Floresta (PE), na Grande Maceió. Então, Maria e Fernando (marido) resolveram entrar no mercado. Acredito que a ordem era para matar os dois, mas na noite do crime somente ela foi encontrada?, disse Meiriane. Ela afirma também que Maria José, que na opinião dela não era testemunha da Chacina da Praça Arnon de Mello, porque estava a mais de 60 metros do local onde ocorreu o fato, disse em depoimento à Justiça e à polícia, que jamais fora perseguida pelo soldado Ronaldo Barbosa. ?Ela talvez tenha passado a acusar o PM porque anteriormente foi presa, várias vezes, portando maconha, uma das prisões, inclusive, aconteceu em Paripueira. A partir das prisões, ela passou a denunciar o militar como um dos que participaram da chacina?, afirmou a advogada. A defensora do PM Ronaldo Barbosa disse ainda que Maria José, em seus depoimentos, ?se comportou como farsante, para efetivamente prejudicar o policial, que está condenado a 30 anos de prisão e agora responsabilizado pela sua execução. O militar é vítima de uma trama diabólica?, destacou a advogada. Um dia após a execução de Maria José, sua mãe, Isaura Maria, admitiu que a filha era viciada em drogas e andava em péssimas companhias.