Polícia
Sobrevivente tem pavor ao ver acusado
O único sobrevivente da chacina de Guaxuma, ocorrida em novembro de 2015, carrega traumas talvez irreversíveis como sequelas de tudo o que presenciou e vivenciou também. A psicóloga Aline Damasceno Rêgo revelou, ontem, durante audiência de instrução do processo, que a criança de cinco anos tem muito medo ao relembrar os fatos, sentindo até dores ao ponto de se contorcer como mecanismo de defesa. Testemunhas do caso foram convocadas pela Justiça para prestarem depoimento no Fórum de Maceió. O réu Daniel Galdino foi reconhecido pela psicóloga como sendo o ?homem mau?, classificado pelo menino. De acordo com o depoimento da psicóloga, o trabalho desenvolvido com a criança foi o de Terapia Cognitiva Comportamental, a fim de se obter com detalhes tudo o que aconteceu na noite do dia 7 de novembro de 2015, quando quatro pessoas da mesma família foram assassinadas ?Eu sentei ao lado dela e mostrei um livro dos três porquinhos. Nesse livro, existe um lobo mau. Com tal contexto, eu disse à criança que, como o lobo, existiam pessoas más. Peguei o celular do delegado e mostrei a foto de várias pessoas. Quando passou a foto de Daniel Galdino Dias, o menino disse: ?Foi esse que meteu o facão na minha cara??, afirmou Aline durante a audiência.