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For�a-tarefa ser� reativada em Alagoas

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A força-tarefa, que em 1999, por determinação do então ministro da Justiça, Renan Calheiros, instalou-se em Alagoas para combater a gangue fardada, no primeiro ano do Governo Ronaldo Lessa, será reativada para atuar contra os assaltos de cargas e ônibus nas rodovias estaduais e federais. A Superintendência Estadual da Polícia Rodoviária Federal (PRF) já recebeu sinal verde de Brasília para participar da megaoperação contra o crime nas estradas. A força tarefa foi anunciada na véspera do carnaval pelo diretor-geral da Polícia Civil (Decepoc), delegado Roberto Lisboa. A megaoperação, como ele prefere chamar, envolverá a Polícia Civil, PRF e Polícia Rodoviária Estadual na maior caçada aos assaltantes e receptadores de mercadorias roubadas já deflagrada até hoje no Estado. A determinação da Secretaria de Defesa Social é no sentido de colocar todos na cadeia. O superintendente da PRF em Alagoas, João Edson Damasceno Lima, disse que os termos do acordo firmado entre o Ministério da Justiça e o governador Ronaldo Lessa, em 1999, continuam válidos e que sua instituição está pronta para colaborar com a Secretaria de Defesa Social/Decepoc no que for preciso para reprimir e prevenir o crime nas estradas alagoanas, especialmente nas vias federais. Damasceno lembra, inclusive, que uma das primeiras ações do Ministério da Justiça, quando Renan assumiu, em 1998, foi o lançamento do Programa de Segurança nas Estradas, tendo como meta reprimir e, sobretudo, prevenir o roubo e o furto de cargas e veículos, bem como os assaltos a ônibus, que atingiam níveis intoleráveis já naquela época, constituindo uma ameaça à propriedade, integridade e à vida de todos quantos trabalham a rodar pelas estradas do País. A megaoperação ou força-tarefa colocará policiais civis e militares em cada posto da PRF ou Polícia Rodoviária Estadual ? além de outras ações conjuntas que não foram reveladas ? para o combate sem tréguas à criminalidade e violência nas rodovias alagoanas. O superintendente da PRF defende, inclusive, a participação da fiscalização fazendária na operação, não apenas nos postos fiscais, mas também em alguns estabelecimentos comerciais. A atuação dos fiscais da Fazenda, embora o superintendente João Damasceno tenha evitado entrar em detalhes sobre o assunto, funcionaria a partir dos postos fazendários, onde se acredita que a gangue das estradas ? que pode ter ramificações com outros Estados ? mantém pessoas disfarçadas para observar o tipo da carga e avisar aos comparsas, porque nem toda mercadoria interessa ao bando. Outra atribuição dos postos fazendários ? local de parada obrigatória dos veículos com cargas ? seria a fiscalização solicitar a habilitação do motorista para conferir com o nome discriminado na nota fiscal. Isto porque, em alguns casos, a carga pode ser roubada em outro Estado e o veículo estar sendo conduzido por um integrante da quadrilha que se passa pelo motorista simplesmente com a apresentação da nota fiscal. Devassa O passo seguinte dos fiscais seria uma devassa em estabelecimentos comerciais que de um dia para outro cresceu em proporções muito acima do comum. ?Uma pessoa que inicia um pequeno negócio e de repente se transforma em grande comerciante deve ser fiscalizada. Não custa nada checar entrada, saída e procedência de mercadorias, assim como outros procedimentos fiscais?, recomenda um auditor fiscal. O diretor-geral da Decepoc garante que a força-tarefa vai devolver a tranqüilidade a todos os que trafegam pelas rodovias alagoanas ? federais e estaduais. ?Não vamos dar trégua aos assaltantes e receptadores?, avisa Roberto Lisboa. A parte investigativa da operação já foi iniciada em Porto Real do Colégio e São Sebastião. Para Arapiraca, foi designado um delegado com larga experiência para a Delegacia de Roubo de Cargas.

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