Polícia
Preso suspeito da morte de Thiele
Após dois meses de a polícia ter encontrado o corpo do professor de Química da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) Daniel Thiele, o desfecho da história pode estar chegando ao fim. É que o sétimo dos oito envolvidos na morte do profissional foi preso, ontem pela manhã, em uma pequena vila, localizada na Rua Florestal, no bairro de Chã da Jaqueira, em Maceió. Segundo a equipe da Seção Antissequestro da Divisão Especial de Investigação e Capturas (Deic), que realizou a investigação, André da Silva Firmino, de 28 anos, conhecido pelo apelido de ?André Nego?, foi a peça-chave que a polícia precisava para saber o porquê do professor ter seguido o carro dos criminosos logo após sair da Ufal. O preso disse, em depoimento, que o único suspeito que falta ser detido, identificado como Cristiano Nascimento Germano, conhecido como ?Copal? ou ?Magro?, conhecia o professor. Cristiano, conforme a versão de ?Nego?, naquela oportunidade, perguntou a Thiele para onde ele estava indo. Em resposta, o professor disse: ?Para a Ufal?. Foi quando ambos os condutores desceram dos carros e conversaram por alguns instantes, ocasião em que ?Nego? percebeu que Cristiano e o professor estariam a manter um relacionamento amoroso, conforme versão apresentada pelo suspeito que foi preso ontem. Os carros teriam deixado o campus da Ufal logo em seguida. Já nas proximidades de um posto de combustíveis perto da entrada do bairro da Forene, ambos pararam e Cristiano também, mas este entrou no veículo Focus do professor. ?Nego? também relatou ter voltado a encontrar Cristiano somente à noite, quando os dois levaram as rodas roubadas do carro do professor para José Alexandre, o ?Sandro?, a fim de que este as vendesse. ?Nego?, por sua vez, afirmou que receberia R$ 200 pelo material. Em Rio Largo, região metropolitana de Maceió, ele afirma que parou no posto de combustíveis para almoçar. Na sequência, ainda segundo o preso, Thiago e Cristiano seguiram no carro do professor. As investigações apontam que André Firmino foi preso também no ano de 2009, suspeito de integrar uma quadrilha que planejava explodir o muro de um dos presídios da capital. O objetivo, segundo a polícia, seria resgatar presos que faziam parte do mesmo grupo criminoso, responsável por vários delitos cometidos em Maceió. * Sob supervisão da editoria de Cidades.