Polícia
Estado registra 369 casos de abuso
Somente o crime estupro de vulnerável ? praticado contra pessoas de até 14 anos, doentes ou com limitações ? fez 369 vítimas em Alagoas de janeiro a novembro deste ano. Além disso, outros 26 adolescentes de 14 a 18 anos foram alvos de relações sexuais por meio de violência, no mesmo período. Esses dados constam no levantamento feito pelo Núcleo de Estatística e Análises Criminais da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP), que revelam que um total de 436 vítimas de até 18 anos sofreram crimes sexuais no Estado nos onze meses de 2016. Do total de 436 vítimas, 116 foram casos registrados em Maceió, também no período de janeiro a novembro de 2016. A capital também lidera o crime de estupro de vulnerável, com 91 registros nos onze meses. Em todo Estado, oito pessoas foram vítimas de favorecimento da prostituição ou outra forma de exploração sexual de pessoas incapazes de consentir o ato sexual. Destas, sete são da capital alagoana. Com a meta para 2017 de tentar reverter esses números considerados assustadores registrados pela SSP, é que conselhos tutelares vão iniciar trabalho de conscientização. Para crianças e adolescentes, a escola é um ambiente neutro, onde é possível conversar sem medo sobre violência, por exemplo. Até porque, o autor do crime pode estar dentro de casa. Sabendo disso é que, quando começar o ano letivo de 2017, conselheiros tutelares e integrantes do Centro de Referência Especializado da Assistência Social (Creas) vão às escolas públicas e privadas alertar sobre abuso e exploração sexual de menores. A estatística feita pelo Fórum dos Conselhos Tutelares de Alagoas ainda não foi fechada, mas em relação à capital, Fábio Rogério Santos, que é articulador da entidade, informou que os bairros da parte alta lideram o número de casos de abuso e exploração. ?Clima Bom, Colina, Colibri e Rosane Collor registram mais casos. Isso a gente percebe no contato com os conselheiros?. Ontem, reunião no Conselho Tutelar do Poço traçou metas para 2017. ?Estamos fazendo um planejamento para fortalecer o trabalho de prevenção contra violência e abuso sexual. Por isso vamos até as escolas, conversar com estudantes?, afirma. Inicialmente, o trabalho terá como alvo unidades de ensino de, pelo menos, doze bairros das partes baixa e alta de Maceió. José Edmilson de Souza, presidente do Fórum dos Conselhos Tutelares, afirma que de 1º de janeiro a 30 de junho foram contabilizados mais de 350 casos de abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes em Alagoas. ?Teremos um balanço do ano em janeiro de 2017, pois são 115 conselhos tutelares no Estado?.