Polícia
Três mortos em confronto eram acusados de crimes
Os corpos dos três homens que foram mortos durante confronto com militares do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), no bairro Chã da Jaqueira, em Maceió, foram reconhecidos por familiares, ontem. A Gazeta esteve no Instituto Médico Legal (IML), onde acompanhou a identificação deles e conversou com os familiares dos mortos. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), o grupo é suspeito de fazer parte de uma facção criminosa e teria atirado contra as guarnições da PM durante uma abordagem policial na noite de quarta-feira, 28. Além dos mortos, dois foram presos. O primeiro identificado foi Marilson Antônio Izidorio Martins, de 21 anos. Os familiares chegaram logo no início da manhã de ontem, mas não quiseram conversar com a reportagem. De acordo com a polícia, Marilson Antônio foi preso por roubo em agosto de 2015 e, em 2016, foi detido novamente. Desta vez, por tráfico de drogas. Os familiares do jovem Alisson Bruno de Carvalho Silva, de 26 anos, chegaram em seguida. Apressados, a mãe, o irmão mais novo, a esposa grávida e um tio saíram de veículo celta, de cor cinza, e se dirigiram ao balcão de informações para realizar os procedimentos cabíveis para liberação do corpo. A mãe do jovem não quis ser identificada. Segundo ela, Alisson estava andando com ?pessoas erradas? e, por isso, morreu. ?Não adianta falar ou questionar. Meu filho morreu. Eu só queria ele aqui, comigo, mas ele morreu. Não adianta mais nada falar. Ele deixou os filhos e a esposa grávida?, lamentou. Alisson é alagoano e acusado de vários crimes. Ele, inclusive, foi preso em março de 2009 por porte ilegal de arma de fogo em Maceió; em 2010, por lesão corporal em Joaquim Gomes. No ano seguinte, foi acusado de invasão de domicílio em Coruripe; e a prisão mais recente foi por homicídio qualificado, de um crime ocorrido em abril de 2014, que vitimou Wanderson Kleyson Batista Lopes. Os familiares de Epitácio Cerqueira dos Santos, de 27 anos, foram os últimos a chegar. Eles não quiseram conversar com a reportagem. Mas, informalmente, os parentes informaram que Epitácio foi preso em 2009 pelo crime de porte ilegal de arma de fogo e ?costumava andar com quem não devia?. Os três corpos foram liberados do IML no início da tarde de ontem, após a conclusão do exame cadavérico. O resultado dos laudos será remetido para a Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), responsável pela investigação do caso.