Polícia
Empresa alega que tiro foi disparado de fora
A produtora Celebration contratou um especialista em segurança para demonstrar que o tiro que atingiu a advogada Jéssica Delígio de Violin, 32 anos, foi disparado de fora do espaço do evento que realizou no último dia 31, na Praia de Jacarecica, em Maceió. Ontem, em entrevista coletiva no Hotel Matsubara, na Praia de Cruz das Almas, o consultor Daniel Saraiva foi categórico ao afirmar que Jéssica foi ferida quando estava dentro da área do Celebration. Mas, do mesmo modo, foi incisivo ao assegurar que o tiro foi disparado de pelo menos 800 metros de distância do local da festa. ?A análise que fizemos mostra que a bala permaneceu intacta. O tiro foi disparado de muito longe, como um tiro pra cima?, disse ele, revelando que a arma, que ainda não foi localizada, nem o autor identificado, é provavelmente uma pistola semiautomática, de calibre permitido. Para Saraiva, trata-se de um caso fortuito, ou seja, um imprevisto totalmente distanciado do Réveillon Celebration. ?Se a pessoa tivesse atirado de dentro da festa, teríamos uma situação de descontrole, de corre-corre, empurra-empurra. Seria trágico?, declarou o consultor, acrescentando que, nesse caso, de um disparo em menor distância, a lesão no ombro direito da advogada não seria superficial, como foi. Além da análise técnica, Daniel Saraiva diz que sustenta sua convicção no conhecimento que tem sobre armas e munição, mas também no depoimento de Jéssica de Violin. Segundo ele, ela declarou que sentiu o impacto do tiro como ?se alguém tivesse batido forte em seu ombro?. O consultor admitiu que, se a bala atingisse Jéssica na cabeça, ela poderia ter sofrido um traumatismo craniano. De onde partiu o disparo, quem atirou e qual foi arma são questões que, segundo o assessor jurídico da produtora Celebration, advogado Antonio Melo, estão sendo investigadas em inquérito policial. Para ele, o fundamental para a empresa é dar uma explicação a seus clientes e à sociedade. O advogado afirmou que o Réveillon Celebration teve mais de 27 câmeras de monitoramento, e que as dezenas de seguranças adotaram todos os procedimentos para garantir que ninguém entrasse na festa armado. ?Havia duas barreiras de seguranças realizando revistas, com detectores de metais. Nossa segurança é repressiva, com agentes que não usam armas, mas que estão aptos a controlar situações de agressão?, assegurou Antonio Melo.