Polícia
Crime est� longe de ser esclarecido
Embora tenha sido nomeada uma comissão especial para investigar o caso, o inquérito sobre a morte da consultora de marketing Márcia Rodrigues Farias, de 48 anos, continua emperrado. Quase cinco meses depois, a Polícia Civil ainda não apresentou qualquer resultado. Segundo a PC, a comissão especial aguarda o resultado do exame residuográfico, da vítima e do pai dela, o delegado federal aposentado Milton Omena Farias, para dar sequência à investigação. Márcia foi encontrada morta num dos quartos da casa de Milton, no Condomínio Porto Di Mare, no município de Paripueira. O corpo tinha várias perfurações de bala no pescoço. Uma pistola calibre 765, de propriedade do delegado aposentado, foi encontrada no local. Depois da morte da filha, ele deixou a casa e se transferiu para Brasília. Coletado pelo Instituto de Criminalística (IC), o material foi encaminhado para a Polícia Federal na capital federal. Segundo o coordenador da Delegacia de Homicídios e coordenador da comissão que investiga o caso, delegado Fábio Costa, não há prazo para que o resultado chegue a Alagoas. ?O IC está aguardando isso para concluir o laudo dele, e a Polícia Civil precisa do laudo do Instituto de Criminalística para fechar a investigação, mas não temos como cobrar esses resultados, já que é um favor?, aponta o delegado. O procedimento é classificado como importante na apuração da morte, já que pode indicar se havia vestígios de pólvora nas mãos de Márcia ou do pai dela. Inicialmente, a polícia trabalhava com duas linhas de investigação: a de que a consultora tenha tirado a própria vida e a de que ela foi assassinada dentro do quarto da casa do pai.