Polícia
Mais 252 presos s�o transferidos ap�s ataques a ag�ncias banc�rias
Arapiraca ? Um total de 252 presos foi transferido ontem do presídio Baldomero Cavalcanti, em Maceió, para o Presídio do Agreste, localizado em Girau do Ponciano. Conforme informações da Secretaria de Estado de Ressocialização e Inclusão Social (Seris), nos últimos dias, um total de 1300 presos foi remanejado entre as unidades prisionais do Estado. Na operação deflagrada ontem, realizada com o apoio do Grupamento de Escolta, Centro de Monitoramento Eletrônico de Presos, Tigre, Bope, Grupamento Aéreo, Pelopes, Radiopatrulha, Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças e Corpo de Bombeiros, 126 presos foram levados do presídio Baldomero Cavalcanti, em Maceió, para o Presídio do Agreste, no município de Girau do Ponciano, e outros 126 foram remanejados da unidade do interior para a capital. ?Nos últimos dias movimentamos mais de 1300 homens nos presídios e retiramos de circulação vários itens que poderiam colocar a integridade física dos agentes, apenados e visitantes em risco. Nosso trabalho é incansável e permanente. Não mediremos esforços para manter a segurança de todos dentro e fora dos presídios?, afirmou o tenente-coronel Marcos Sérgio Freitas, secretário de Ressocialização e Inclusão Social. Desde as primeiras semanas do ano, o governo estadual vem fazendo remanejamento de presos entre as unidades prisionais, com a intenção de prevenir rebeliões e conflitos dentro dos presídios. No último dia 12, dois detentos que cumpriam pena no Cadeião, em Maceió, foram assassinados. No entanto, de acordo com as investigações, as mortes não estariam relacionadas. Dias depois, as forças de segurança iniciaram o remanejamento de presos. Primeiro, 600 foram levados para o novo Presídio de Segurança Máxima (PSM), que nem chegou a ser inaugurado ainda, no último dia 15, e, no dia seguinte, parte deles foi remanejada para o Cyridião Durval, em Maceió, e o Presídio do Agreste, no município de Girau do Ponciano, que também teve presos transferidos para a capital. As operações provocaram insatisfação entre os familiares de presos e, possivelmente, também em facções criminosas que atuam dentro das unidades prisionais. Desde a noite do último sábado, uma série de ataques a agências bancárias e a prefeituras em diferentes municípios do Estado reivindica o retorno de presos para unidades prisionais em Maceió. Durante o fim de semana, foram incendiadas uma agência do Bradesco, no município de Rio Largo; da Caixa Econômica Federal, em Arapiraca; do Itaú, em Maceió; e da Caixa Econômica e do Banco do Brasil, no município de Atalaia.