Polícia
SSP refor�a a��es e alerta contra ataques a policiais
A Secretaria de Segurança Pública (SSP) jura que os ataques a dois ônibus, ocorridos na noite da última quarta-feira, na parte baixa de Maceió, não foram ordenados por presidiários, mas algumas medidas tomadas indicam a preocupação do órgão devido à onda de confrontos entre membros de facções criminosas. Uma delas é determinar ocupações de várias localidades pela polícia e as inúmeras operações no sistema prisional ? agora executadas sob sigilo de Estado. O delegado-geral da Polícia Civil, Paulo Cerqueira, por exemplo, fez uma série de recomendações aos gerentes de unidades para evitar risco de serem alvos dessas gangues. Cerqueira fez circular um ofício, datado de 23 de janeiro de 2017, no qual considera uma série de ações delituosas, que estão se avolumando e que indicam estarem sendo orquestradas por organizações criminosas. Ele pede cuidado redobrado contra possíveis ataques a unidades policiais em Alagoas, viaturas e com a própria integridade física do policial. ?Advertimos para não deixar viaturas em locais sem proteção e não transitar com elas sozinho?, aconselha. O delegado-geral ainda determina que sejam feitas revistas semanais nas unidades que possuem presos com o único propósito de evitar um provável confronto entre membros de facções. Embora adote essas medidas de precaução, Cerqueira ressalta que o Estado nunca se curvará diante de possíveis forças criminosas. Segundo ele, esses grupos tentam ?desestabilizar o Estado?. E adianta que, se for preciso, serão implementadas ações mais contundentes para garantir a ordem. Demonstrando não querer avolumar a onda de ataques, o secretário de Estado da Segurança Pública, coronel Paulo Domingos Lima Júnior, assegurou que o vandalismo praticado contra dois ônibus era uma represália pela morte de Michael Fabrício Mendes, conhecido pelo apelido de ?Paulista?, de 30 anos, numa operação do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), ocorrida na manhã dessa quarta-feira, na favela Sururu de Capote. Paulista era tido como líder de uma boca de fumo. Lima Júnior determinou que militares do Bope e do 1º Batalhão ocupassem as ruas do Dique Estrada e do Conjunto Joaquim Leão, no Vergel do Lago, por tempo indeterminado. Homens do serviço de inteligência da Divisão Especial de Investigação e Capturas (Deic) dão suporte para tentar identificar os autores. De acordo com o secretário, alguns deles já foram identificados e ações estão sendo feitas para tentar prendê-los.