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Opera��o resulta em 14 pris�es e 2 mortes

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A Secretaria de Segurança Pública (SSP) divulgou o resultado da operação Cidade de Deus ao anunciar a prisão de quatorze integrantes de uma facção que atuava no bairro Senador Nilo Coelho, em Arapiraca, e na parte alta de Maceió. Juntamente às prisões, foram apreendidos cerca de R$ 40 mil em drogas, armas e dinheiro em espécie. No momento da ação, os líderes do grupo entraram em confronto com a polícia e morreram. As prisões e apreensões aconteceram com a realização da ação conjunta entre as polícias Civil e Militar na última terça-feira, 14. Foram emitidos 17 mandados de prisão e 27 de busca e apreensão pela 17ª Vara Criminal da Capital em virtude das investigações realizadas pela Inteligência do 3° Batalhão da Polícia Militar. Há cerca de cinco meses, a inteligência da PM investiga a atuação de uma facção criminosa que detinha o domínio da venda de drogas no bairro Senador Nilo Coelho, mais conhecido como Cidade de Deus, em Arapiraca. Segundo o secretário de Segurança Pública, coronel Lima Júnior, dos 17 mandados de prisão, 14 foram cumpridos. Entre os integrantes, seus líderes, Marcos Paulino da Silva, vulgo Marquinhos ou Canela, 33, e Claydson Paulino Alves de Jesus, vulgo Guegue, 22, eram irmãos, entraram em confronto com a polícia e foram mortos. No grupo havia também dois menores, que foram apreendidos e posteriormente liberados; eles atuavam na distribuição do material ilícito. ?O que podemos constatar é que essa organização é independente. Eles não atuavam como membros de organizações já conhecidas. No momento da ação, boa parte das prisões foi realizada juntamente à apreensão de um carro, uma moto, mais de R$ 6 mil e três revólveres calibre 38. Haverá maiores investigações para achar os demais integrantes e também outras atividades criminosas que o grupo possa ter cometido?, explica Lima Júnior. Ainda de acordo com a secretaria, os líderes da facção viviam boa parte do tempo na cidade de Santos, em São Paulo, e se instalaram na Cidade de Deus para dominar o tráfico local. Em Maceió eles já haviam instalado alguns pontos na parte alta da cidade como extensão de negócio. Nos períodos em que Marquinhos e Guegue estavam em São Paulo, Taíse Paulinho da Silva, 26, irmã dos dois líderes, e seu esposo, Luan Pereira da Silva, 19, atuavam na gerência geral da organização. De acordo com o delegado Gustavo Henrique, da Delegacia de Repressão ao Narcotráfico (DRN), no instante da ação conjunta das polícias, grande parte das drogas e dinheiro estava sob os cuidados de Taíse. ?Ela cuidava dos negócios da facção, junto a Luan, nos períodos em que os irmãos ficavam em Santos. A esposa de Guegue, Kamilla Fonseca de Araújo, 22, também fazia parte da administração dos negócios da facção como gerente financeira. As quantias eram depositadas em sua conta bancária e repassadas. Ela e Guegue mantinham residência em Maceió e cuidavam de dois pontos de drogas na parte alta da capital. Ela foi presa em flagrante, mas liberada, posteriormente, sob custódia?, relata. * Sob supervisão da editoria de Cidades.

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