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Morte de cinegrafista � investigada

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O corpo do repórter cinematográfico Paulo Antônio da Silva, 63 anos, o Paulinho, foi sepultado sob forte comoção, na manhã de ontem, no Cemitério Municipal Nossa Senhora da Piedade, no município de Anadia, distante 62,76km de Maceió. O profissional foi espancado por dezenas de pessoas no último domingo, 19, não resistiu aos ferimentos e morreu no Hospital Geral do Estado (HGE), horas depois de ser socorrido. Familiares e amigos se despediram de Paulinho, que estava aposentado e passou pela TV Gazeta durante a carreira. Paulinho estava em sua residência, situada no Conjunto 1º de Julho, no bairro do Benedito Bentes, parte alta de Maceió, quando dezenas de pessoas a invadiram e o apontaram como criminoso, sob a acusação de que ele teria abusado de uma criança. O fato foi relatado por familiares da vítima, que denunciaram que Paulo não havia cometido crime algum e a acusação era apenas para chegar nele. Segundo os parentes, os agressores, que estavam armados com arma branca e pedaços de madeira, arrastaram a vítima para um local próximo a um terreno baldio, situado no mesmo conjunto, e deram início ao espancamento. Paulo teve quebrados braço e costela, o pulmão perfurado e vários ferimentos espalhados pelo corpo, principalmente na cabeça. Além das agressões, os suspeitos invadiram a casa e roubaram objetos, queimaram pertences e pegaram um dinheiro que ele tinha para levantar um cômodo em um dos terrenos que possuía perto da casa onde estava morando. Por telefone, o delegado Bruno Emílio Teixeira, da Delegacia de Homicídios, e que preside o inquérito para investigar o crime, informou que já tem uma linha de investigação forte, mas que a acusação de que a vítima teria abusado de uma criança já foi descartada. ?Ainda estamos levantando as informações sobre o crime. Mas o que podemos adiantar é que a nossa equipe plantonista, no dia que aconteceu o crime, já descartou o abuso contra a criança. Isso não existiu?, reforçou.

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