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Dos 4.070 mandados de prisão expedidos pela Justiça de Alagoas em 2016, apenas, 1.856 (45,60%) foram cumpridos. Os dados divulgados pelo Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP), setor ligado ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), apontam que o Estado é o 6º do Nordeste com maior número de mandados em aberto e ocupa a 19ª posição no ranking brasileiro. Em entrevista à Gazeta de Alagoas, o juiz titular da 16ª Vara Criminal da Capital ? Execuções Penais, José Braga Neto, disse que o sistema é ?humanamente impossível?. ?Ainda bem que os mandados não são cumpridos porque, se fossem, seria um caos generalizado não só no sistema prisional de Alagoas, mas no brasileiro, porque as penitenciárias estão superlotadas e não comportam mais tantas prisões?, afirma o magistrado. Para se ter uma noção do caos instalado no sistema prisional, o Brasil teria que construir uma cidade de 290km² para atender à demanda de 500 mil mandados de prisão não cumpridos. Isso sem acrescentar os já reclusos no sistema. ?Nós temos, atualmente, mais de 650 mil presos no Brasil. Agora, imagine, os mais de 500 mil mandados sendo cumpridos. Não tem espaço físico, é humanamente impossível abrigar essas pessoas com mandados expedidos em um sistema penitenciário precário como o nosso?, diz o juiz Braga Neto. Em Alagoas, a realidade é muito próxima do caótico cenário, onde o sistema estadual oferece 3.283 vagas, mas abriga 4.098 pessoas em todas as unidades prisionais. Além desse montante de reeducandos recolhidos nas cadeias alagoanas, 1.651 respondem em regime semiaberto, 1.307 respondem ao processo em regime aberto, cinco estão recolhidos em penitenciárias federais, o que apresenta mais 2.963 infratores que respondem judicialmente por algum tipo de crime.

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