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Dor marca enterro da menina Tha�se

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Sob forte comoção e clima de revolta, familiares e amigos se despediram da menina de 10 anos encontrada morta na residência onde morava, no Conjunto Village Campestre II, parte alta de Maceió, na última quinta-feira, 2. Thaíse Maria da Silva Santos foi sepultada em um cemitério no bairro do Benedito Bentes, na tarde dessa sexta-feira, 3. A Delegacia da Criança e do Adolescente investiga o caso e trabalha com a hipótese de que o irmão de criança teria cometido abuso sexual e, posteriormente, matado a vítima. O adolescente de 14 anos está detido no 2° Distrito e sofreu um atentado, cometido por outros menores, na tarde dessa sexta. O crime revoltou familiares e amigos da menina. Thaíse foi encontrada por militares do Batalhão da Polícia da Radiopatrulha (BPRp), no banheiro da casa em que vivia com a mãe, padrasto e irmão de criação, sem roupas, sem vida e com o pescoço enrolado por lençóis. Pouco antes de ser encontrada, a menor estava na residência na companhia do rapaz, que é filho do padrasto dela. Segundo o avô da criança, Rivaldo José da Silva, Thaíse sempre gostava de rir, brincar, mas, há poucos meses, tornou-se retraída. O avô ainda afirma suspeitar que o irmão de criação da vítima tenha cometido o crime. ?A minha neta sempre foi muito sorridente, brincalhona... de uns tempos para cá ela andava muito fechada. Nós, da família, perguntávamos a ela se estava acontecendo algo e ela sempre negava. Pelas circunstâncias do que houve, acredito que tenha sido ele [o irmão]. Naquela hora só estavam os dois dentro de casa, não houve sinais de arrombamento e a história que ele contou para se defender não faz sentido?, explica. De acordo com Claudineide de Melo, amiga da família e ?tia? da menor, o adolescente vivia há pouco mais de três meses com a família e já possuía um histórico de violência. ?Chegou ao nosso conhecimento que ele fazia alguma espécie de tratamento no Conselho Tutelar, que era muito agressivo e que sofria de problema psicológico. Acredito que ele não tenha problema algum. Para mim, ele é um monstro e merece pagar pelo que fez?, desabafou. O avô, Rivaldo, afirma que a família nunca soube do suposto transtorno psicológico do adolescente. ?Isso é para tentar se livrar do crime que ele cometeu contra a minha neta?, desabafou. O sepultamento teve a presença de professores e colegas da escola em que a pequena Thaíse estudava. Daise Márcia, coordenadora do colégio, contou emocionada que procurará lembrar da menina apenas através das boas lembranças. ?Ela era muito querida, uma ótima aluna, alegre, tinha um sorriso lindo. Prefiro lembrar dela assim, dessa forma, com muito carinho?. O CRIME O corpo da pequena Thaíse foi encontrado após seu irmão de criação se dirigir ao Conselho Tutelar de Bebedouro para denunciar uma suposta invasão que teria ocorrido em casa. O conselheiro tutelar Jorge Verçosa disse que o jovem teria ido ao local buscar ajuda contra um suposto invasor e contou uma história desencontrada. ?Assim que chegamos ao local, encontramos a menina sem roupa e com lençóis em volta do pescoço. A informação é a de que o irmão foi quem trancou a residência para, sozinho, dirigir-se até o Conselho Tutelar de Bebedouro. Com uma conversa desencontrada, meio confusa, ele alegou que a residência estava sendo invadida por criminosos, razão pela qual deixou a irmã em casa e saiu à procura de socorro?, explicou Verçosa. Após o relato do menor, o Batalhão da Polícia de Radiopatrulha (BPRp) foi acionado e o rapaz foi levado à Central de Flagrantes, no bairro do Farol, para depor sobre o crime. O jovem, no momento, se encontra detido no 2° Distrito Policial e sob investigação da Delegacia da Criança e do Adolescente. *Sob supervisão da editoria de Cidades

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