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Oftalmo atuava sem licen�a

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O Conselho Regional de Medicina (Cremal) flagrou, ontem, um médico oftalmologista trabalhando em Alagoas sem ter autorização para atuar no Estado, apesar de possuir licença para exercer a medicina. A irregularidade foi identificada no município de Murici, Zona da Mata alagoana. De acordo com o Cremal, esse não é o único médico que estava atuando de forma irregular. Na realidade, haveria um grupo de três pessoas que não foram localizadas pela equipe de fiscalização do Conselho. Estas não teriam especialização em oftalmologia. Todo o grupo seria oriundo de São Paulo. Eles são suspeitos, ainda, de promover a venda casada durante as consultas, porque oferecia o atendimento gratuito, mas condicionava aos pacientes que estes comprassem óculos de uma determinada ótica, que era conveniada aos médicos. O grupo costumava agir informando às prefeituras que pertencia a uma Organização Não Governamental (ONG) que realizava exames de vista e consultas gratuitas. Eles eram colocados em um prédio da prefeitura, onde procuravam agir de maneira ilícita, sem o conhecimento dos gestores municipais. O oftalmo foi encontrado atuando no Centro de Diagnóstico de Murici. No local, vários pacientes estavam à espera da consulta. Muitos deles já teriam se consultado antes do carnaval e feito o exame de vista. Ontem, os pacientes foram em busca do resultado e muitos já possuíam a receita, que endereçava estes a uma representação de uma ótica, que veio de Goiânia e que, por coincidência, ficava de frente ao centro onde os médicos realizavam as consultas. Alguns pacientes informaram terem sido avisados de que consultas gratuitas estavam sendo feitas no Centro, após pessoas irem até as residências destes. ?Pessoas passaram na minha porta, chamaram e disseram que no Centro iria ter exames e consultas gratuitas?, informou um dos pacientes. ESQUEMA De acordo com o Conselho Regional de Medicina, os médicos realizavam as consultas e exames de grau gratuitamente. No entanto, o grupo ?obrigava?? os pacientes a comprarem um óculos que custa em média R$ 600, o que é contra o código de ética do Conselho de Medicina e configura venda casada, de acordo com o Código de Defesa do Consumidor. Segundo o presidente do conselho, Fernando Pedrosa, as investigações iniciaram após um paciente ser atendido no município de Marechal Deodoro, onde foi convidado a comprar um óculos oferecido pelos médicos, a ser pago em carnê. Após o objeto não funcionar, a pessoa, que preferiu não ser identificada, negou o pagamento do objeto. ?Após ele negar o pagamento, o paciente começou ser pressionado e ameaçado pelo grupo de médicos?, informou. Ainda segundo Pedrosa, os supostos médicos estavam atuando no Estado de Alagoas há pelo menos três meses e já passaram por cerca de oito municípios. Não é sabido se esses profissionais atuaram de forma ilícita, também, em outros estados do Brasil. Sob supervisão da editoria de Cidades

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