Polícia
Idosa morre v�tima de bala perdida
A polícia investiga o paradeiro dos suspeitos de matar uma idosa acidentalmente durante o assassinato de um jovem no Clima Bom I, em Maceió, na manhã de ontem. Lucas Felipe Gomes da Silva, de 21 anos, foi atingido por dez tiros e também morreu. De acordo com o coronel Pedro Jorge Moura, do 4° Batalhão de Polícia Militar (4° BPM), em 2015 foram emitidos mandados de prisão contra Lucas sob acusações de roubo a residência e a veículos, porte ilegal de arma e tráfico de drogas. O atentado foi registrado na Rua Nossa Senhora da Conceição, por volta das 10h30, e teria sido cometido por dois homens que estavam em uma moto. Após o crime, a dupla fugiu do local. Dez dos disparos perfuraram o rapaz e um deles atingiu, acidentalmente, a cabeça de Francisca Dias do Nascimento, de 65 anos. Ainda segundo o coronel Pedro Jorge, Francisca residia próximo à localidade dos disparos e, de acordo com relatos de vizinhos, teria saído de casa por curiosidade ao ouvir o barulho de tiros, quando foi atingida por uma bala perdida. ?Foi constatada a passagem pela polícia do rapaz morto. Na época, em 2015, ele foi liberado das acusações por ser menor de idade. E, quanto à idosa, foi revelado por vizinhos que o disparo que a matou foi acidental e aconteceu no momento em que saiu de sua residência para identificar a origem dos tiros?, conta Segundo o delegado Fábio Costa, coordenador da Delegacia de Homicídios da Capital, exames detalhados ainda serão realizados no corpo de Lucas e a Polícia Civil já trabalha para identificar os culpados. ?A equipe de legistas que chegou ao local contabilizou dez perfurações no rapaz. Ainda haverá uma investigação mais ampla e já estamos trabalhando com alguns suspeitos e pela captura dos assassinos. Para a resolução desse caso, não descartamos a hipótese do crime ter sido cometido por conta da rivalidade entre grupos de traficantes, já que o jovem morto tinha passagens pela polícia?, explica. O delegado ainda afirmou que o caso será investigado pelo delegado Eduardo Mero, da Delegacia de Homicídios. *Sob supervisão da editoria de Cidades