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Juiz ouve testemunhas da morte de capit�o da PM

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A fase de instrução do processo que apura as circunstâncias da morte do capitão da Polícia Militar de Alagoas, Rodrigo Moreira Rodrigues, ocorrida em abril do ano passado, deve ser concluída na próxima semana. Ainda não foi possível ouvir todas as testemunhas arroladas pela assistência de acusação e pela defesa na sequência da audiência de instrução, nessa sexta-feira, 10. Nove pessoas foram interrogadas dessa vez e deve acontecer o mesmo com pelo menos mais cinco na próxima sexta, além do esperado depoimento do réu, Agnaldo Lopes de Vasconcelos. Após um dia inteiro de oitivas, o juiz Geraldo Cavalcante Amorim, titular da 9ª Vara Criminal da Capital, decidiu suspender a audiência, iniciada no dia 27 de janeiro, e remarcar a continuidade dela para o fim da próxima semana no mesmo ambiente, o salão do Tribunal do Júri 3, no terceiro andar do Fórum de Maceió, no bairro do Barro Duro. Familiares vestidos numa camiseta branca e com a foto do capitão, além de vários policiais militares do Batalhão de Radiopatrulha, no qual Rodrigues trabalhava, lotaram o auditório. No acesso ao fórum, faixas cobrando justiça para o caso e o fim da impunidade foram estiradas por parentes da vítima. Seguindo o mesmo raciocínio, eles classificavam o capitão como herói e repetiam que o ato cometido pelo acusado não foi em legítima defesa. As testemunhas arroladas pelo Ministério Público Estadual (MPE), que é a parte acusatória do processo, foram ouvidas no primeiro dia da audiência. Na ocasião, prestaram esclarecimentos, em juízo, os policiais militares José Renato dos Santos Filho, Ângelo Máximo Dourado Barbosa, Nailton João Lima e Fábio Alexandre Frias de Araújo, além de Felipe Rangel Jucá. Nessa sexta-feira, 10, começaram a ser ouvidas as demais testemunhas, indicadas tanto pela assistência de acusação quanto pela defesa do réu. O primeiro desse dia foi Fernando Antônio Mangueira Gomes, vizinho de frente de Agnaldo Vasconcelos, no condomínio localizado no bairro de Santa Amélia, na parte alta da capital.

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