Polícia
M�e � investigada ap�s levar beb� morto a hospital
A delegada Rebecca Cordeiro, da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), aguarda do Instituto Médico Legal (IML) o envio do laudo do exame cadavérico para atestar a causa da morte de um recém-nascido, ocorrida em Maceió, no último domingo. O caso está sendo investigado depois que a mãe levou o bebê morto, enrolado em um pano, à Maternidade Nossa Senhora da Guia. Após dar a versão, a polícia e o IML foram chamados. Há uma suspeita de que o bebê morreu vítima de afogamento e que teria sido encontrado morto em um vaso sanitário. Porém a mãe relatou à delegada que investiga o caso que estava sozinha em casa quando o bebê nasceu espontaneamente. Contou, todavia, que sentiu vontade de ir ao banheiro e, quando forçou, o feto saiu, já sem vida. Rebecca Cordeiro informou que não pode atestar a causa da morte sem o laudo expresso do exame cadavérico, que deve ser encaminhado ainda esta semana pelo IML da capital. A investigação vai tentar descobrir se houve crime de infanticídio ou aborto. A criança já tinha mais de três quilos e a mãe alegou que não sabia que estava grávida, o que não está descartado pela polícia, sendo um estado raro. O episódio, até o momento, estava sendo tratado sob o mais absoluto sigilo. A direção da maternidade manteve contato com a polícia quando a mulher, que não teve a identidade revelada, chegou com um bebê enrolado em um pano, mas que já estava em óbito. A diretora da Nossa Senhora da Guia, médica Ana Cláudia, informou que a mãe deu a versão informada à polícia ? a de que pariu sem ao menos saber que estava grávida. Ela mora em Maceió. Testemunhas escutaram-na dizer que o parto teria ocorrido na casa da patroa dela. Ainda conforme a direção, a primeira medida foi ouvir os esclarecimentos por parte da mulher. Em seguida, decidiram acionar a polícia e uma equipe do IML para recolhimento do corpo e futuro exame de necropsia. De acordo com a delegada, a mãe foi ouvida, ontem, assim que recebeu alta da maternidade. A patroa dela, também de identidade não divulgada, foi ouvida da mesma maneira e contou que chamou uma prima, que é enfermeira, para ajudar a parturiente. A profissional teria avaliado o caso, preliminarmente, como um aborto. Ainda conforme Rebecca Cordeiro, as mulheres entraram em um acordo e decidiram levar o feto à maternidade.