Polícia
For�as policiais ocupam bairro Manoel Teles, em Arapiraca
Arapiraca ? O bairro Manoel Teles, considerado um dos mais violentos de Arapiraca, está ocupado por forças policiais desde a manhã de ontem. A ação é um desdobramento da Operação Ares, deflagrada pela Secretaria de Segurança Pública, que efetuou 22 prisões e resultou na morte de outros quatro suspeitos em confronto. Segundo a polícia, os presos estão envolvidos em pelo menos 15 homicídios registrados em Arapiraca, entre eles a chacina no bairro Cacimbas e a morte de um funcionário que prestava serviços no Presídio do Agreste. Durante entrevista no final da manhã de ontem, o secretário de Segurança Pública, coronel Lima Júnior, afirmou que a ocupação não tem prazo para acabar e que a operação policial, que foi batizada com o nome do deus da guerra, Ares, tem um viés ?pedagógico?. ?No momento, temos várias equipes ocupando o bairro, sem previsão de retirada. Como conseguimos tirar de circulação quem estava no comando do tráfico de drogas, a presença das forças policiais será mantida até que a situação volte à calma?, afirmou, explicando que o policiamento ostensivo também impede que outras quadrilhas de traficantes tentem ganhar terreno na localidade. ?Ações como esta têm efeito pedagógico porque mostra àquelas pessoas que estão no entorno dos envolvidos nestes crimes que estamos por perto e que vamos buscar os criminosos onde eles estiverem?, reforçou. Antes da coletiva, a cúpula de segurança teve de se deslocar após uma suposta tentativa de assalto a um carro-forte, mas que na verdade foi perseguição policial a três suspeitos de envolvimento na chacina do bairro Cacimbas, que tentavam fugir da cidade em um táxi. Eles foram capturados próximo a uma das saídas da cidade. Até o final da manhã, a operação contabilizava 18 presos e quatro suspeitos que foram mortos por resistir à prisão. Até o final da tarde de ontem, o número de presos na operação subiu para 22 e, de acordo com o delegado regional de Arapiraca, Gustavo Xavier, como as equipes continuavam nas ruas, era possível que mais suspeitos sejam presos.