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PMs fazem revista ap�s den�ncia de viol�ncia

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O vendedor de pipocas Valdeci Manoel de Amorim, 62 anos, não esquece dos tempos áureos em que crianças brincavam no balanço da Praça Santa Tereza, no bairro da Ponta Grossa, em Maceió, de famílias passeando ao entardecer do dia e casais de namorados trocando confidências nos banquinhos do local. ?Era uma época linda. A praça era cercada, ninguém vivia com medo. Todo mundo ficava até tarde da noite, em clima de paz e tranquilidade?, relembra o pipoqueiro, que trabalha no local há 20 anos. Infelizmente, a doce lembrança foi substituída pelo amargor de uma praça abandonada. Nada parecido com aquilo que a lembrança insiste em manter viva. ?Olha como o local está. Os balanços quebrados, um local sujo, abandonado. Aqui acontece todo tipo de crime, assaltos, brigas, mortes. Tudo o que não é bom tem. A gente fica aqui sentado e quando percebe vem a ?catinga? de maconha. De gente que vem para a praça para usar droga?, relata Valdeci. O pipoqueiro conta nos dedos as vezes que o local recebeu atenção dos órgãos públicos. ?São poucas as vezes que vem alguém e limpa a praça. A polícia passa poucas vezes por aqui, mas não aborda ninguém. Durante a eleição, a gente até encontra o candidato aqui, prometendo o céu de melhorias, mas esquece depois. E por enquanto que não melhora, ninguém vem para a praça depois das oito horas da noite, com medo?, relata. A Gazeta de Alagoas esteve no local, na tarde ontem, e constatou vários problemas estruturais e de segurança. Balanços quebrados, bancos com a estrutura comprometida, buracos na calçada, lixos pelo chão, corrimão enferrujado. Moradores também denunciam o clima de insegurança na localidade. ?Além da praça abandonada, a gente não vê um guarda, nem a polícia. Há quatro anos que moro aqui e só vejo abandono e crimes. A praça se tornou um ponto de drogas. Teve um dia que um cara foi atingido por uma bala e caiu perto de mim. A gente vive constantemente esse clima de insegurança?, desabafou o autônomo Mário Jorge, 57 anos.

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