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TURISMO SEXUAL � COMBATIDO

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Com a projeção das belezas naturais de Alagoas mundo afora, cresce a preocupação de autoridades ligadas à segurança e ao sistema de justiça para um problema frequente nas grandes capitais brasileiras. A exploração sexual de crianças e adolescentes no turismo é uma realidade que é combatida, mas aumenta a cada ano. Casos pontuais já ocorreram no Estado, chegaram até ao conhecimento do Ministério da Justiça e foram investigados. Os conselhos tutelares, responsáveis por acompanhar estes episódios, tentam criar uma rede de proteção a este público para evitar que Maceió esteja na rota deste crime que alcança as camadas mais pobres da sociedade. Não há dados concretos deste tipo de delito em Alagoas. A Polícia Civil, por meio da Delegacia dos Crimes contra a Criança e o Adolescente (DCCCA), não repassou para a Gazeta números referentes aos inquéritos instaurados, mas confirma que são crescentes. No entanto, o Fórum Estadual Associados dos Conselhos Tutelares de Alagoas contabiliza que, de janeiro a dezembro de 2016, foram registrados 652 casos de violência sexual infanto-juvenil no estado, o que inclui exploração sexual (sexo em troca de algo) e estupros, por exemplo. Este total já é superior aos 580 notificados pelos conselhos tutelares alagoanos em 2015, o que demonstra que, a cada ano, denúncias e constatações de crimes sexuais contra menores têm crescido no estado. Para o presidente do fórum, José Edmilson de Souza, o crescimento é justificado pela conscientização maior da população acerca da problemática social. E a educação do povo, segundo ele, surge devido às campanhas feitas para combate a esta prática, que tem sido pulverizada pelos meios de comunicação e abraçada pelos órgãos de segurança, de justiça e por entidades organizadas. Mês passado, o Ministério Público montou uma força-tarefa para fiscalizar possíveis locais de violência e exploração sexual contra crianças e adolescentes em Maceió.

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