Polícia
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Arapiraca ? Quarenta pessoas foram presas, quatro morreram em confronto com policiais e três adolescentes foram apreendidos desde que a Operação Ares iniciou em Arapiraca, no último dia 15. A maior parte deles faria parte de uma mesma quadrilha que seria ligada a uma facção criminosa, supostamente responsável por grande parte dos homicídios ocorridos na cidade. Alguns desses assassinatos teriam sido cometidos a mando de criminosos que estão em unidades prisionais do Estado, conforme informações que foram apresentadas para a imprensa durante entrevista coletiva no 3º Batalhão da Polícia Militar. De acordo com o delegado de Homicídios de Arapiraca, Everton Gonçalves, as prisões efetuadas irão ajudar a Polícia Civil a esclarecer, aproximadamente, 35 homicídios ocorridos em Arapiraca. Destes, 22 assassinatos que aconteceram entre novembro do ano passado e março deste ano são atribuídos ao grupo criminoso. ?Existe indicativo de que presos podem ter ordenado homicídios, tanto que alguns dos mandados de prisão que foram cumpridos são de pessoas que já estão presas?, afirmou o delegado, ressaltando que o grupo pretendia dominar comunidades em Arapiraca. ?Eles imaginavam que iriam dar as cartas no Manoel Teles e no Brisa do Lago, mas o braço forte do Estado deu a resposta?, disse, referindo-se às operações policiais. Gonçalves disse ainda que os assassinatos praticados pela quadrilha estavam relacionados ao tráfico de drogas. ?Havia a disputa entre facções criminosas que se desdobravam em brigas pelo controle do tráfico?, afirmou, dizendo que integrantes do grupo também praticavam assaltos a transeuntes ?para se manter?, e roubavam veículos para cometer crimes. Entre os delitos atribuídos ao bando está a morte do funcionário da empresa que presta serviços no Presídio do Agreste, Claudemir Ferreira Barbosa, e também do triplo homicídio ocorrido no início do mês, no bairro Cacimbas. ?No momento, estamos verificando quem participou de qual crime, porque eles se reuniam em grupos de cinco ou seis para cometer os crimes?, afirmou. De acordo com o delegado, um dos presos na operação, conhecido pelo apelido de ?Maceió?, teria envolvimento em pelo menos 10 homicídios.