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Moradores viram ref�ns do medo

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No lugar da garotada brincando à porta e pessoas sentadas conversando à noite na calçada, grades, correntes e cadeados apresentam uma nova realidade aos moradores dos bairros da Ponta da Terra e Pajuçara, que, nos últimos três meses, têm convivido com o clima de insegurança na região. Segundo eles, mais de um assalto é registrado ao dia. ?Os assaltos aqui são constantes. Fui vítima na última sexta-feira de dois criminosos armados que roubaram o meu celular. Eles estão agindo no final da tarde e durante a noite. Quando vai chegando a hora, ninguém fica mais na porta. O bairro está abandonado, pagamos impostos e não temos segurança. É um terrorismo o que eles estão fazendo?, diz um dos moradores, que prefere não revelar a identidade. ?Eles começaram assaltando, partiram para arrastões e agora estão invadindo as casas também. Acharam um ponto frágil para atuarem. E como não tem policiamento, estão voltando sempre. Os moradores estão com medo, os comerciantes estão com medo?, denuncia. Outro relato revela que mais de 20 jovens comemoravam a idade nova de um amigo, à porta de casa, quando uma dupla de assaltantes abordou o grupo. ?Era aniversário do meu sobrinho de 25 anos e ele estava comemorando com as pessoas mais próximas quando os dois assaltantes chegaram. Um ficou na minha porta e o outro entrou em casa. Eles levaram celulares, bolsas, diversos pertences. Eles abordam e ainda dizem para ninguém correr, porque não vão machucar e que só querem o celular?, conta uma moradora, também sem querer se identificar. Conforme ela, os jovens correram da mira dos bandidos que estavam armados. ?Alguns deles correram para dentro de casa e o assaltante veio junto. Os meninos se esconderam dentro do quarto e eles ficaram forçando a porta. Eu estava dentro do banheiro neste momento?, relembrou a moradora. De acordo com a denúncia, os crimes são realizados por dois ou três indivíduos, na cor morena, jovens e que agem em um carro preto ou utilizando motos. ?Eles passam pelas vítimas, olham a presa, e depois voltam a pé. Assaltam todo mundo e correm para onde deixaram os veículos. Eles estão achando os bairros fáceis para roubar e a população não aguenta mais?, disse outro morador.

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