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Viol�ncia dispara e SSP culpa briga entre fac��es

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A guerra entre as principais facções criminosas em ação no Estado continua sendo, segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), a causa do grande número de mortes violentas registradas em Alagoas. Os dados oficiais mostram que 600 pessoas morreram de forma violenta aqui, somente nos três primeiros meses deste ano. Na comparação com o mesmo período do ano passado (de janeiro a março de 2016, a SSP registrou 472 mortes violentas em Alagoas), os números de 2017 aumentaram 27,1%. Já se comparado aos últimos três meses (outubro, novembro e dezembro) de 2016, quando foram registrados 512 assassinatos, o número de mortes deste início de ano teve um aumento de 17,2%. A maioria dos mortos é do sexo masculino (93,3%), com idade entre 18 e 29 anos (57,3%). ?É uma realidade ruim, mas que estamos enfrentando com responsabilidade e muito trabalho. O que não podemos é mudar a intenção dos homicidas. Além disso, o problema não está só em Alagoas, está no País inteiro?, reagiu o secretário de Segurança, coronel PM Paulo Domingos Lima Júnior, ontem, durante entrevista coletiva na SSP, em que divulgou os dados deste primeiro trimestre. Ele disse que o número de prisões tem aumentado a cada período, o que prova o trabalho das forças de segurança pública. Entretanto, as polícias não podem antever a ação dos criminosos que estão ?se matando por vingança ou domínio de território, e ainda para eliminar adversários no tráfico?, declarou Lima Júnior. Do total de mortes, a SSP contabilizou 530 homicídios dolosos (ou seja, crime intencional). Os demais números são mortes que resultaram de latrocínio (matar para roubar), lesão corporal com resultado morte, resistência com resultado de morte e outros. Em 2016, a média de mortes por dia, em Alagoas, foi de 5,12. Nos três primeiros meses de 2017, a média é de 6,6/dia. O secretário disse que, após os conflitos com dezenas de mortes em presídios do Amazonas, Roraima e Rio Grande do Norte, as facções criminosas decidiram levar o confronto para as ruas em todo País. ?O número de homicídios aumentou por conta dessa guerra entre as facções, que disputam a hegemonia do tráfico?, afirmou Lima Júnior. Ele assegurou que as medidas de combate ao crime estão sendo tomada e destacou que nesse enfrentamento a SSP vem atuando em parceria com a Secretaria de Estado da Ressocialização e Inclusão Social (Seris). O trabalho de monitoramento dos chamados líderes de organizações criminosas dentro dos presídios, ressalta o secretário, é uma das armas desse combate. Para facilitar esse controle, todos os ?chefes? foram transferidos para o Presídio do Agreste, considerado de segurança máxima. Essa medida, ressalta Lima Júnior, serviu para evitar que ocorresse em Alagoas a mesma violência registrada em presídios de outros estados. Porém, não impediu que as lideranças criminosas continuem dando ordens para o cometimento de homicídios nas ruas. ?A comunicação deles por telefone foi interrompida, mas ainda flagramos contato por meio de cartas e bilhetes que acessam durante as visitas. O que conseguimos pegar vai para análise do setor de Inteligência?, revela o coronel Lima Júnior.

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