Polícia
Pol�cia prende dois empres�rios
Agentes da Delegacia de Falsificações e Defraudações (DFD) prenderam em flagrante os empresários Alexandro Bonfim Cardoso e Hugo Bitar de Araújo, acusados de piratear vários livros. A denúncia foi feita pela Associação Brasileira de Proteção dos Direitos Editoriais, no Rio de Janeiro, que enviou o advogado Fábio Vieira a Maceió para acompanhar o caso e tentar localizar novos casos de pirataria em Alagoas. O advogado acompanhou a ação da polícia, juntamente com um agente de Falsificações e Defraudações da Polícia Civil do Rio de Janeiro, que culminou com a prisão dos acusados. ?Eles estavam com 45 obras copiadas e não devem ser os únicos que estão cometendo esse crime em Alagoas. No entanto, a associação está fazendo uma investigação nacional para identificar e punir quem piratear livros?, afirmou Fábio Vieira, acrescentando que novas prisões podem ser feitas em Alagoas pelo mesmo crime. Segundo ele, os livros reproduzidos chegam a ser vendidos por até um terço do preço original. ?Quem pirateia não paga impostos e nem precisa repassar parte do dinheiro da venda de cada exemplar para os autores das obras, por isso eles vendem tão barato?, explicou o advogado. Alexandro Bonfim Cardoso é proprietário da Papelaria Gávea, na Rua Cônego Machado, no bairro do Farol. Já Hugo Bitar possui duas máquinas copiadoras, que funcionam na sede da Escola de Ciências Médicas (Ecmal), no Trapiche da Barra. A polícia acredita que era utilizando essas máquinas que os dois acusados reproduziam os livros. De acordo com o delegado de Falsificações e Defraudações, Denisson Albuquerque, Alexandre Bonfim já foi preso pelo mesmo crime. ?Ele já é reincidente e isso vai pesar no momento em que for levado à Justiça?, disse o delegado. Denisson Albuquerque esclareceu que Alexandro Bonfim Cardoso e Hugo Bitar de Araújo foram enquadrados no crime de violação aos direitos autorais (artigo 184 do Código Penal), que é inafiançável. ?Já instauramos inquérito policial para apurar o caso e pedimos a transferência dos acusados da carceragem da Delegacia de Falsificações e Defraudações para um dos presídios de Maceió?, afirmou o delegado.