Polícia
J�ri absolve r�us por assassinato
Foram dois dias de julgamento para que o Tribunal do Júri decidisse inocentar os primos José Carlos Oliveira Rocha Júnior e Clebson Luciano Silva da morte do universitário Douglas Vasconcelos, 21 anos, sequestrado e morto em setembro de 2007. O julgamento, iniciado na manhã dessa quarta-feira, 18, só chegou a um veredicto por volta das 21h30 de ontem. A acusação tem um prazo de cinco dias para recorrer da decisão. ?Julgar é não ter pressa?, disse ontem o juiz Geraldo Amorim, da 9ª Vara Criminal da Capital, onde ocorreu o julgamento. A sessão foi retomada às 9h da manhã, depois da suspensão dos trabalhos na noite da quarta-feira. Antes de dar voz à defesa dos acusados, por volta das 18h de ontem, o magistrado fez uma preleção pedindo que as pessoas presentes evitassem se manifestar durante a argumentação do advogado Welton Roberto, considerando o longo tempo já utilizado. A orientação do magistrado não impediu Gracileide Vasconcelos, mãe da vítima, de reagir aos argumentos do advogado de defesa. ?Contestei para que todos saibam que o meu filho foi vítima de uma brutalidade sem tamanho. Não estou esperando uma condenação há dois dias, mas há 10 anos, que é o tempo que tudo aconteceu?, afirmou ela, consolada por familiares e amigos logo depois de ser ?convidada? a se retirar do plenário por ordem do juiz Geraldo Amorim. Reafirmando a tese de negativa de autoria, Welton Roberto repetiu inúmeras vezes que não há provas contra seus clientes, e que o Ministério Público apresentou como único indício o fato de José Carlos Júnior e seu primo Clebson Silva terem sido vistos, na época, no mesmo show em que Douglas foi visto pela última vez.