Polícia
Suspeitos s�o conduzidos coercitivamente
Em texto enviado à imprensa, o MPE esclareceu, ainda, que os mandados de busca e apreensão também foram cumpridos na residência dos três agentes públicos, com objetivo de recolher computadores e dispositivos de armazenamento de mídia, bem como documentos e eventuais objetos com interesse investigativo ou mesmo ilícitos. Sobre as conduções coercitivas, foram alvos Geraldo Anízio de Amorim, secretário de Relações Institucionais da Prefeitura de Murici; José Renato Firmino da Silva, conselheiro tutelar e assessor técnico do programa Bolsa Família na prefeitura; uma mulher conhecida como Adriana, que trabalha como agente comunitária pelo município; e um homem conhecido como Evilásio. ?No caso dos autos, em razão do grande número de envolvidos nos crimes ora investigados, bem como da constatação de que há indivíduos orientando qual deve ser a postura dos interrogados diante dos questionamentos decorrentes do procedimento investigativo, evidencia--se a necessidade de promover a colheita concomitante de suspeitos, valendo-se do elemento surpresa, de modo a dificultar o intercâmbio de informações que possa prejudicar os trabalhos?, explicam os promotores de Justiça e o delegado da Polícia Civil, Cayo Rodrigues. O MPE reforçou que, apesar dos imóveis terem sido construídos com dinheiro público nos últimos anos, poucas pessoas foram beneficiadas e parte delas chegou a pagar ilegalmente R$ 2,5 mil para ter direito às residências. No entanto, elas jamais receberam as casas. ?É bom ressaltar que esses delitos não tiveram a participação de gestores, ou seja, a gestão do município não tinha conhecimento. Não tem envolvimento dos políticos locais ou dos gestores, a não ser que esses envolvidos venham a citar nomes de pessoas?, afirma o coordenador do Gecoc. Pesam contra os suspeitos acusações de crimes como o de organização criminosa (art. 2º da lei 12.850/13), corrupção ativa (art. 333 do Código Penal), corrupção passiva (art. 317 do Código Penal) e inserção de dados falsos em sistema de informação (313-A do Código Penal).