Polícia
PM investiga envolvimento de militares em fraude de concursos
A Polícia Militar de Alagoas (PM/AL) vai abrir Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar possível envolvimento de militares no esquema que teria fraudado pelo menos 60 concursos públicos em seis estados do Nordeste. A Polícia Civil de Alagoas também investiga se há a participação de alagoanos na ação criminosa. ?Ainda estamos na colheita de provas que vai ensejar a abertura de um Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD). Não confirmamos, ainda, se algum militar está envolvido?, declarou a Corregedoria Geral da PM/AL. Pelo menos outras 21 pessoas estão sendo investigadas pela Polícia Civil da Paraíba como suspeitas de integrar o grupo criminoso. De acordo com o delegado de defraudações e falsificações de João Pessoa, Lucas Sá, o número final de pessoas envolvidas no esquema das fraudes pode passar de 40 até o fim das investigações. A Operação Gabarito foi deflagrada no domingo, 7, quando 19 pessoas foram presas em João Pessoa (PB) e no Rio Grande do Norte (RN) durante a realização do concurso do Ministério Público do RN. Os suspeitos fraudavam documentos para facilitar empréstimos para pagar a fraude, diplomas para ingresso no cargo e gabarito da prova. Entre os presos estão dois irmãos ? Flávio Nascimento Borges, de 34 anos, e Vicente Fabrício Borges, de 32 anos ?, apontados como líderes do grupo e já aprovados em 29 concursos. A quadrilha cobrava até R$ 150 mil para vender o ?kit completo? de aprovação. Flávio Nascimento foi aprovado em 15 concursos, incluindo os da Prefeitura Municipal de Campina Grande, em 2015, e o da Polícia Militar de Alagoas, no qual ele acumula, respectivamente, os cargos de fiscal de obras e de cabo da PM. Em um dos concursos, para a Universidade Federal de Alagoas (Ufal), o suspeito chegou a ser classificado e aprovado em dois cargos. Ainda de acordo com a Polícia Civil, o irmão de Flávio Nascimento chegou a ser aprovado em 11 concursos e também acumula cargo de policial militar em Alagoas com o de servidor da Prefeitura Municipal de Santa Rita. A polícia vai investigar se a classificação dos dois nos 26 concursos teria sido feita de forma fraudulenta.