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Ex-prefeita � absolvida de crime

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Por maioria dos votos, o júri popular presidido pelo juiz da 8ª Vara Criminal da Capital, John Silas, absolveu a ex-prefeita do município de Estrela de Alagoas Ângela Maria Lira de Jesus Garrote da acusação de que teria mandado matar José Roberto Rezende Duarte, em março de 1999. O julgamento, que durou pouco mais de quatro horas, foi realizado ontem, 16, no Fórum do Barro Duro, em Maceió. No julgamento houve a dispensa da oitiva das testemunhas do Ministério Público Estadual (MPE) e da defesa. Durante o interrogatório, Ângela Garrote afirmou que foi envolvida em uma trama pelo ex-deputado federal Helenildo Ribeiro, que morreu em 2006. Segundo ela, a recusa para apoiar o deputado em uma eleição teria gerado a acusação. ?Eu tenho certeza que essa acusação tem motivação política. É uma pena que quem fez isso comigo, que foi o deputado Helenildo Ribeiro, não está aqui pra responder?, declarou a ex-prefeita, ressaltando que não tinha problemas de relacionamento com José Roberto, a vítima, e nem com os parentes. Inclusive, afirmou em juízo que sempre teve um bom relacionamento com a vítima e sua família. ?Sempre me dei bem com a viúva e com toda a família. Depois de tudo isso que aconteceu, cuidei da mãe dele levando ela para o médico?, disse. Também durante o depoimento, Ângela Garrote relatou que esteve com a viúva na noite do crime até a madrugada, e no dia do velório. José Roberto Rezende Duarte foi morto com três tiros no povoado Canafístula, zona rural de Palmeira dos Índios, no mês de março de 1999. De acordo com a denúncia oferecida pelo Ministério Público, a vítima foi assassinada por três homens que se passavam por policiais. O homicídio teria sido encomendado por Ângela Garrote, na época primeira-dama de Estrela de Alagoas. Ainda segundo o MPE, o assassinato ocorreu porque José Roberto Duarte teria denunciado, junto aos meios de comunicação, supostas irregularidades de Ângela Garrote e do marido dela à frente da prefeitura. Quanto à possível discussão política, o advogado Raimundo Palmeira, defesa da ex-prefeita, expôs durante o depoimento que são comuns no interior e que se todas levassem a homicídios, teriam milhares. ?A vítima chegou a ser opositora de dona Ângela, mas, na época da morte, as testemunhas dizem que o relacionamento entre os dois era normal, amigável?, enfatizou.

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