Polícia
Justiça solta membros de quadrilha
A operação Inoculação, executada no último dia 6, no município de Arapiraca, por policiais da Divisão Especial de Investigação e Capturas (Deic) e do Grupo de Combate às Organizações Criminosas (Gecoc) foi exitosa, tendo resultado na prisão de três dos cinco alagoanos acusados de participação numa quadrilha de assalto a bancos. Outros dois reagiram à ostensiva, atirando contra os policiais, e acabaram mortos. Entretanto, nem bem a Polícia Civil concluiu a primeira fase da operação, e os três presos foram libertados. Os presos Everaldo Nunes Pereira, 45 anos, Taciano Batista dos Santos, 49, e Jadson Pereira Costa, de 29, que, segundo a Polícia Civil (PC/AL), integram um bando especializado em explosões e roubo a agências bancárias nas cidades de Água Branca, Feira Grande, Igaci e Major Izidoro, conseguiram habeas corpus para responder em liberdade. A soltura foi concedida dois dias após a prisão pelo juízo da 5ª Vara Criminal de Arapiraca. Os três homens foram autuados em flagrante no dia seguinte à operação policial do Gecoc e da Deic, com base em artigos da lei do desarmamento (Lei nº 10.826/03), por porte de arma de fogo, acessório ou munição de uso proibido ou restrito. E ainda com base no artigo 2º do Sistema Nacional de Armas (Sinarm), que dispõe sobre registro, posse e comercialização de armas de fogo e munição. Ao conceder a liberdade provisória aos acusados, o juiz Alfredo dos Santos Mesquita estabeleceu que Everaldo, Taciano e Jadson estão proibidos de sair de Arapiraca enquanto durar o processo criminal; de ?cometer novos delitos?, e devem comunicar qualquer mudança de endereço. Na liberação, os supostos assaltantes foram informados que se infringirem as regras da liberdade provisória ou praticarem outras infrações penais, o benefício será revogado e terão a prisão preventiva decretada. Um dos presos na operação Inoculação, Taciano Batista dos Santos, é segundo-sargento da reserva da Polícia Militar. Segundo as investigações, ele seria o responsável por avisar aos criminosos o momento propício para praticar o crime, e por dar cobertura à quadrilha. Os suspeitos que morreram durante a operação foram identificados como José Edson Calixto, o Bolacha, e Fábio Júnior Félix, o Paulista.