Polícia
Preso em opera��o � liberado
Um dos quatro suspeitos presos na Operação Holder realizada pela Polícia Federal, Receita Federal e Departamento Nacional de Auditoria do Sistema Único de Saúde (Denasus), na última terça-feira, e que desarticulou um esquema de fraude no Sistema Único de Saúde (SUS), foi liberado, ontem, sob alegação de problemas de saúde. Os outros três seguem detidos. O suspeito foi liberado após prestar depoimento na sede da PF em Alagoas. As investigações continuam. A Operação Holder investigou uma organização criminosa estruturada em torno de empresas que trabalham na área de serviços oftalmológicos. Quatro integrantes do esquema foram presos ? dois em Alagoas e dois em Goiás. Um deles é um médico. Nenhum teve o nome revelado. ?Se dedicam a locupletar de recursos do SUS referentes ao Programa Nacional de Combate ao Glaucoma. Um dos ardis que mais provocaram repulsa e indignação foi o diagnóstico de glaucoma em indivíduos sadios, isso porque tinham o objetivo de repassar o máximo de colírios possíveis ? pagos pelo SUS ? para os pacientes?, contou o superintendente regional da PF, Bernardo Gonçalves de Torres, em coletiva à imprensa. Outra forma de conseguir mais recursos federais era prescrever colírios para o tratamento da doença além da quantidade necessária. ?Eram dois colírios por trimestre e [os médicos] costumavam prescrever três, onerando ainda mais o Sistema de Saúde. Outro ardil era prescrever o colírio de terceira geração, que custa muito mais, para pacientes que não precisam dele. Para ter uma ideia, o colírio de primeira geração custa R$ 18 e o de terceira, aproximadamente R$ 205?, informou o delegado da PF.