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R�u tem mais de 20 ocorr�ncias

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Arnóbio Henrique Cavalcante de Melo, acusado de matar a professora Joana Mendes a facadas, em outubro de 2016, em Maceió, já contabiliza mais de 20 registros de ocorrências policiais, sendo quatro delas com base na Lei Maria da Penha. A informação é da assistente de acusação Andréa Alfama, que falou à imprensa, ontem, durante audiência de instrução realizada no Fórum do Barro Duro. Ainda segundo a advogada, contra o réu ? que não foi ouvido ontem porque uma das testemunhas não pôde estar presente ? constam também diversos relatos de ameaças, perseguição contra a vítima, que também chegou a denunciá-lo por violência doméstica. ?Há mais de 20 registros de ocorrências policiais contra ele, sendo a maioria por ameaça e agressão. Ele a perseguia em diversos lugares, seguindo-a até a escola da filha, no shopping e até na praia?, disse a assistente, que, ao lado de Júlia Mendes, irmã da vítima, desqualificou as testemunhas de defesa. Júlia, por sua vez, também contestou os depoimentos. Na oportunidade, referiu-se ao réu como uma ?pessoa desconhecida?, recordando ocasião em que chegou a acompanhar a irmã até uma delegacia, onde Joana prestou queixa contra o então marido, com base na Lei Maria da Penha. ?Ela sempre me relatou agressões verbais, mas decidiu, posteriormente, retirar a queixa, talvez por vergonha, como acontece com várias mulheres. Mas a Joana me contou situações em que foi humilhada por ele. Nós da família já havíamos notado, inclusive, alguns hematomas. Meu sobrinho vivia assustado. Não chegamos a presenciar nada, mas percebíamos uma mudança de comportamento dele para com ela?, disse. A irmã ainda relatou que no período em que ocorreu o crime, o casal estava separado e que o encontro entre eles no dia do ocorrido era para tratar da autorização para ela levar a filha para outra cidade, porque Joana não queria mais morar em Maceió. ?Ela estava cansada de ser perseguida, de ser maltratada por ele, de ser humilhada. Esse encontro seria para justamente tratar da mudança dela e obter a autorização para a filha ir junto?, disse Júlia.

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