Polícia
Opera��o policial deixa 2 mortos
A cúpula da Secretaria de Segurança Pública de Alagoas (SSP) acredita ter estabelecido a paz na região dos conjuntos Virgem dos Pobres I, II e III, periferia da capital, após as prisões de 15 suspeitos de tráfico de drogas, ontem, durante ação policial autorizada pela 17ª Vara Criminal da Capital. Outros dois acusados foram mortos porque teriam resistido à voz de prisão atirando contra policiais civis e militares. ?A polícia não vai às ruas para matar, não. A polícia está trabalhando muito, mas se houver resistência a resposta vem à altura desta resistência?, explicou o delegado Gustavo Henrique, da Repressão ao Narcotráfico, numa referência ao confronto que resultou na morte de Rildo de Oliveira Saraiva. Acusado de roubo, receptação e tráfico, teria atirado nos policiais com um revólver calibre 38. Além dele, Josimar Vitalino do Nascimento, conhecido pelas alcunhas de ?Chaves? ou ?Jota?, também morreu em confronto com a polícia de Foz do Iguaçu - PR, para onde tinha fugido alguns meses atrás, depois de escapar ao cerco policial na regão dos conjuntos Virgem dos Pobres, onde agia segundo ordens do presidiário Flávio Soares da Silva, ?Flávio Ceguinho?, que cumpre pena no Presídio de Itamaracá - PE, de onde chefiaria o tráfico nos conjuntos Virgem dos Pobres. ?Depois de passar pelo Rio de Janeiro, ele se estabeleceu em Foz do Iguaçu, próximo à fronteira com o Paraguai, país de origem de quase toda a maconha consumida em Alagoas?, observou Gustavo Henrique, segundo o qual Josimar pagava aos paraguaios R$ 100,00 pelo quilo da maconha vendida em Maceió até R$ 1.600,00. Portanto, os 18 quilos de maconha apreendidos ontem cedo estariam avaliados em quase R$ 29.000,00. Os 250 gramas de crack valeriam um pouco mais de R$ 5.000,00, segundo avaliação da Polícia Civil de Alagoas. ?Não sou bom de cálculo, mas é muito certo que eles têm um lucro muito elevado com a venda de drogas aqui em Maceió?, arrematou o delegado Gustavo Henrique. Segundo o secretário adjunto de Segurança Pública, delegado Manoel Acássio, Josimar era acusado de ter cometido pelo menos dez homicídios na região onde já foi líder do tráfico de drogas. O outro suspeito morto, Rildo de Oliveira Saraiva, atuaria no mesmo bando criminoso de Josimar.