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Pol�cia suspeita de latroc�nio

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O titular da Delegacia de Roubos da Capital, delegado Thiago Prado, ouviu, na manhã de ontem, o depoimento do motorista Alexandre da Silva Amorim, de 23 anos. O jovem é o principal acusado da morte do representante comercial Aroldo Flavius Cataldi, de 46 anos, cujo corpo foi encontrado na madrugada da última quarta-feira, 21, com sinais de estrangulamento, dentro de sua residência, localizada na Rua Liberato Michel, no Conjunto Salvador Lyra, parte alta da capital. Alexandre foi detido na última quarta-feira, após ser submetido a uma audiência de custódia por militares do 5º Batalhão, pouco tempo depois de o cadáver ter sido descoberto. Com ele, os policiais encontraram o carro, celular, TV e notebook da vítima. Durante o depoimento, Alexandre negou, pela segunda vez ? ele já havia prestado depoimento ao delegado plantonista da Central de Flagrantes, no bairro do Farol ?, qualquer envolvimento com a morte de Aroldo. Na versão apresentada pelo acusado, ele teria comprado da vítima a TV e o celular, no valor de R$ 700. Já o veículo teria sido deixado em sua residência, com o notebook dentro, por uma terceira pessoa que teria ido entregar a Alexandre os dois aparelhos comprados de Aroldo. De acordo com o delegado Thiago Prado, Alexandre atribui o crime a um homem identificado apenas como Isaac. ?Só que esse cara não existe, não tem endereço, não sabe quem é, não sabe onde mora, nem o telefone. Como é que uma pessoa, que não tem nenhum dado, emprestou para ele um carro para levar uma coisa que ele comprou? E outra coisa, o acusado disse que está desempregado, passando dificuldade. Como é que ele compra uma TV e um celular? É inconcebível?, disse o delegado. Segundo ele, há indícios de que o crime tenha sido praticado na manhã do dia anterior ao achado do cadáver. ?Nesse mesmo dia em que o crime aconteceu, ele pegou a mulher dele e foi em direção a Massagueira. Mas, antes, passou na Feira do Rato e desceu dizendo que ia comprar um celular. Só que, nesse momento, ele pegou o celular da vítima e reiniciou. E voltou para o carro dizendo que tinha comprado naquele momento na feira?, explicou o delegado. Thiago Prado informou que a versão apresentada pelo acusado é fantasiosa. ?Ele quer seguir mentindo, paciência. As provas contra ele estão bem robustas. Ele ficará preso, porque as provas são abundantes. Inclusive, já solicitei à perícia a comparação das digitais coletadas no local do crime com a do suspeito?, ressaltou.

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