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Den�ncia an�nima reabre caso Andresson

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RÓDIO NOGUEIRA ?Apesar de ser um e-mail anônimo, vou cumprir na íntegra o papel constitucional da Polícia Civil que é efetivamente investigar e esclarecer todo e qualquer tipo de delito. Consta na denúncia recebida que o corpo do músico Andresson da Silveira Costa, segundo a família seqüestrado em 22 de maio de 1993, em Jacarecica, teria desaparecido do Instituto Médico Legal Estácio de Lima. O caso volta a ser reinvestigado. A exemplo das denúncias de falsificação de laudos, desaparecimentos de corpos e a liberação de cadáveres sem apontar causas mortis. Enfim, tudo contido no e-mail anônimo será minuciosamente apurado?, a afirmação é do delegado José Reginaldo Assunção, nomeado para presidir o inquérito que denuncia as irregularidades no IML. José Reginaldo Assunção explica que, a partir de terça-feira, começa a convocar os servidores do Estácio de Lima para prestarem esclarecimentos sobre as denúncias recebidas. Quer saber a atividade de cada um dos funcionários e com base no que for acontecendo adotar as investigações necessárias. ?É evidente que terei depoimentos que possam chegar a conclusões. Mas, também terei depoimentos que não vão me levar a nada. Mas, o importante neste contexto é que se existe mesmo irregularidade, como diz o documento, e encontramos indícios, vamos até o final?, alerta José Reginaldo Assunção. Livros ?O Estácio de Lima tem dois livros na portaria. Um registra casos violento?: homicídios, suicídios, atropelamentos e acidentes. O outro registra morte clínica (natural). Neste caso, tenho a informação de que tem causa específica de morte não determinada. A carta diz que é para encobrir homicídio. Denuncia também que vários laudos de tortura são trocados, não chegando à Justiça o verdadeiro. São graves denúncias que, efetivamente, devem ser investigadas?, ressalva José Reginaldo Assunção. ?Fraudou, vai pra cadeia? ?É cedo fazer juízo de valores. Tenho profundo respeito aos funcionários do Instituto Médico Legal Estácio de Lima que é um órgão subordinado à Secretaria de Defesa Social. Não estou, em hipótese alguma, colocando em dúvida a reputação de quem ali trabalha. Agora, se a investigação encontrar irregularidades, o responsável será preso, indiciado, processado e conduzido para um dos nossos presídios. Tenho 30 dias para trabalhar e dá uma satisfação à Secretaria de Defesa Social e Ministério Público?, explica José Reginaldo Assunção. Ele diz que não está fazendo ameaça, mas que tem uma responsabilidade enorme e vai até as últimas conseqüências para dar resposta à sociedade. ?Não terei clemência com ninguém. O mínimo indício que for encontrado pela investigação vai acabar nas barras da Justiça. Sou extremamente correto com a minha atividade e justo. Entretanto, estou diante de uma carta rigorosamente cheia de afirmações graves, que apesar de não ter valor jurídico, requer apuração?, frisa José Reginaldo. Indicação pessoal A Secretaria de Defesa Social instalou, em caráter extraordinário, uma delegacia especial para apurar as denúncias contidas na correspondência anônima, apresentada pelo advogado Everaldo Patriota, presidente do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos Humanos da Ordem dos Advogado do Brasil, seccional Alagoas (OAB/AL). A nomeação do delegado Assunção foi uma indicação pessoal do diretor do Departamento de Central de Polícia (Decepoc), delegado Roberto Lisboa. Seis agentes de polícia e dois escrivães fazem parte da equipe especial nomeada para apurar todas as denúncias. No período das investigações, todos os livros e documentos só podem ser liberados com a autorização do delegado presidente do inquérito. ? É para garantir a transparência das investigações. Mas, se ao final não encontrarmos irregularidades, a sociedade será informada através da imprensa assim como tomou conhecimento da carta anônima?, explica Assunção. Na sexta-feira pela manhã, ele se reuniu com sua equipe, na sede da Secretaria de Defesa Social, e definiu metas para o início dos trabalhos a partir de terça-feira. Os dois livros serão exaustivamente analisados. Os laudos tão questionados na carta também. ?Na verdade, será feita uma devassa policial e técnica. Aquilo que não tiver a nossa altura pediremos apoio à secretaria. Claro que até assinaturas de quem liberou cadáveres sem causa mortis definida será questionada. E pelo que eu já tenho conhecimento são muitos. Não entendo como uma pessoa morre e a família não sabe a causa. É estranho. Mas, tudo isto no prazo determinado será alvo de minuciosa investigação?, ressalva o delegado presidente do inquérito José Reginaldo Assunção.

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