Polícia
Caso Olival Ten�rio ser� julgado nessa segunda
O ex-soldado da Polícia Militar, José Feitosa da Silva Filho, será julgado, na próxima segunda-feira, a partir das 8h, no fórum de São Miguel dos Campos. Feitosa é acusado de ter assassinado, com quatro tiros, Olival Tenório Costa Neto, em 23 de setembro de 2001, na churrascaria Fogão Gaúcho, localizada no Posto Via Sul. O crime alcançou grande repercussão por ter como vítima um integrante da família de empresário conhecido no Estado. José Feitosa responde a mais dois processos, sendo um na Justiça pela prática de homicídio no interior do Estado e outro na Justiça Federal pela compra irregular de munição. Segundo Everaldo Patriota, advogado da família de Olival Tenório, o julgamento será feito através de júri popular e deverá durar o dia inteiro. Na ocasião, deverá ser ouvido, em plenário, um garçom, que é testemunha da acusação, mas foi requisitado pela defesa. O próprio réu também poderá ser ouvido durante o julgamento. ?O que chama a atenção nesse crime é que durante seu depoimento, o ex-PM afirmou que se soubesse que o rapaz era gente importante não teria matado. José Feitosa está preso no Baldomero Cavalcanti, aguardando julgamento. Em junho do ano passado, ele foi expulso da Polícia Militar. Esperamos que a comunidade faça Justiça e não deixe impune uma pessoa que tirou a vida de um jovem cheio de sonhos, que estava terminando um curso de nível superior?, frisou Patriota. Ele explicou que ?o primeiro júri popular foi marcado para 21 de maio de 2002, mas as advogadas de defesa entraram com um recurso Carta Testemunhável, no Tribunal de Justiça, que não foi acolhido pelos desembargadores. Esse recurso foi julgado, em novembro do ano passado. Em seguida, foi marcado uma nova data para o julgamento, que deveria ter acontecido no último dia 24 de fevereiro. Não aconteceu porque a defesa apresentou atestado médico, alegando impossibilidade de comparecer ao fórum. Diante disso, o julgamento foi novamente remarcado e deverá acontecer, na próxima segunda-feira. A estratégia da defesa é prorrogar ao máximo o julgamento, na tentativa de o crime cair no esquecimento?, ressaltou Everaldo Patriota.