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ROUBOS A RESID�NCIA PODEM SER EVITADOS

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Há cerca de duas décadas, muita gente se sentia tão tranquila que podia ?dormir de portas abertas?. Nas férias, bastava virar a chave e seguir tranquilamente para a casa daquela tia no interior. Esse tempo vai muito longe! Nos dias de hoje, não se fica sequer sem grades e cerca elétrica, seja ou não período de férias. Atualmente, a segurança da casa, estando ou não vazia, é uma prioridade. Em Maceió, a Polícia Civil tem atuado e garante que o número de roubos e furtos em residências caiu quase à metade nos seis primeiros meses deste ano na comparação com o mesmo período do ano passado. Foram 90 registros em 2016, sendo 56 de janeiro a junho. Este ano, as ocorrências no primeiro semestre caíram para 32. Mesmo assim, os especialistas recomendam que deve-se ficar atento, evitando facilitar a ação dos ladrões. ?A realidade hoje é de portas e janelas obrigatoriamente fechadas. Sem esquecer de grades para protegê-las, construção de muros altos, cercas elétricas, corredor para cães raivosos, sistemas de câmeras e alarmes, atendimento de patrulheiros privados e, se religioso, muita reza?, analisa Flávio Saraiva, delegado da Polícia Civil de Alagoas especialista em segurança. Porém, admite ele, nem sempre todo esse aparato é suficiente para desestimular os criminosos. Os ladrões hoje são mais ousados, o que obriga a população a buscar mais recursos para proteger seu patrimônio e a própria vida. E quando se pensa em aproveitar as férias, vem longo a lembrança de que não se pode deixar a casa vazia, sem proteção. Lamentavelmente, esse é um período em que os ladrões apostam como mais favorável. Nas férias de meio e final de ano, a bandidagem vai para a rua apostando que encontrará imóveis vazios. Essa situação se caracteriza como arrombamento, ou seja, quando o invasor age em liberdade, sem contato com as vítimas. Mas há que se considerar também o crime de roubo, definido pelo Artigo 157, do Código Penal como o ato de ?subtrair coisa móvel alheia, para si ou para outrem, mediante grave ameaça ou violência à pessoa, ou depois de havê-la, por qualquer meio, reduzido à impossibilidade de resistência?.

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