Polícia
Idosa cai em golpe pelo telefone
Nesta semana, mais uma idosa foi vítima do crime de estelionato por meio de golpe telefônico. Na ocasião, um homem se passou por funcionário de uma empresa de cartão de crédito e conseguiu gastar quase R$ 2 mil com o cartão da vítima. De acordo com a polícia, crimes dessa natureza têm sido frequentes nos últimos anos. No último domingo, 9, M.M.S., uma idosa de 76 anos, recebeu o telefonema de um homem que pedia dados pessoais do seu cartão de crédito. Na ligação, ele explicava que a mulher, que preferiu não ser identificada, deveria trocar o seu cartão por um novo e que precisava de seus dados para realizar a troca. No dia seguinte, um rapaz foi até a casa da vítima e lhe entregou um envelope com o novo cartão, em troca ela devolveu seu cartão e a senha. Com a saída do rapaz, a idosa notou que o cartão que continha no envelope era de outra pessoa. ?Quando ela recebeu a ligação, nós a alertamos ao dizer que a pessoa poderia ser um golpista, que não era pra ela dar nenhum tipo de informação para um estranho. Mas o cara tinha lábia e acabou conseguindo as informações da minha mãe. Após ter conseguido a senha e o cartão, ele fez umas duas compras que custaram quase R$ 2 mil?, explica o filho da vítima, que também não quis ser identificado. Após perceber que havia caído num golpe, M.M.S. se dirigiu ao posto de atendimento do seu cartão de crédito e conseguiu bloqueá-lo. No momento, a idosa também foi informada das compras feitas pelo indivíduo. E em seguida, ela foi até a delegacia e registrou o boletim de ocorrência. ?Nós também ligamos para a empresa do cartão para tentar o ressarcimento dos R$ 2 mil gastos pelo golpista. Porém, a atendente nos informou que a senha e o cartão tinham sido dado a outra pessoa com a permissão da minha mãe e que a empresa não poderia ressarci-la. Depois, continuei explicando que se tratava de uma pessoa idosa, e nós fomos repassados para um setor da empresa que ficou responsável pela análise do caso. Eles nos deram um prazo de cinco dias para dar uma resposta e agora estamos no aguardo?, conta o filho da vítima. No site da empresa bancária da qual a vítima é cliente, há uma aba de segurança alertando sobre a forma segura de utilizar os serviços fornecidos. De acordo com o delegado do 6º Departamento de Polícia da capital, Robervaldo Davino, golpes dessa natureza são frequentes e a resolução demanda tempo. Ele também revela que a maioria dos casos que investigou apontou suspeitos de outros estados, o que contribuiu para a dificuldade de achar culpados. * Sob supervisão da editoria de Cidades.