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Mulher diz n�o lembrar de nada

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A mãe do bebê que morreu asfixiado no bairro do Prado, em Maceió, no último dia 14 de julho, prestou ontem depoimento à Polícia Civil. As investigações estão a cargo do 22º Distrito Policial (DP), no Trapiche da Barra. Além dela, também conversou com o delegado Valdor Coimbra a conselheira tutelar Ruth de Moura, a primeira pessoa a chegar à casa família. Em entrevista, Maria Luzia da Silva, de 38 anos, disse que não lembra do que aconteceu. ?Não lembro de nada. Tive uma crise e quando voltei meu filho já estava morto?, expôs ela, que tem outros oito filhos e morava em uma casa com o marido e dois deles, sendo um o recém-nascido que morreu. Ele tinha 23 dias de vida e teria sido morto por asfixia depois que a mãe caiu por cima dele durante uma crise epilética. Ela afirmou que estava há alguns dias sem tomar o remédio para a doença, em falta no posto de saúde. A versão foi confirmada pela conselheira tutelar. Ela contou que estava em casa quando o pai da criança, Ricardo José da Silva, de 53 anos, bateu na porta por volta das 5h30 para contar o acontecido. ?Ele bateu na minha porta desesperado, me dizendo que a mulher tinha convulsionado?. Quando ela chegou à residência, Maria Luzia estava deitada na cama, ainda fora de si. ?Ela ainda estava sem saber o que tinha acontecido e o bebê estava perto dela. Foi uma tragédia?, ressaltou Ruth, que acredita que a mulher não teve culpa. ?Ela não teve a intenção de fazer isso. Estava sem tomar o remédio e já na maternidade teve uma crise, caiu até da cama. Na casa, todos eles dormiam na mesma cama?, acrescentou.

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