Polícia
REDU��O DA SENSA��O DE VIOL�NCIA
Em um passado não muito distante, eles ficavam à porta de órgãos públicos, quase sempre parados, na expectativa de se deparar com alguma ?alteração?, como denominam a ocorrência de um crime ou via de fato. Há alguns meses, grande parte do efetivo foi deslocada para as ruas, onde o povo clamava por mais segurança. E, prontamente, estão conseguindo amenizar a sensação de insegurança vivida pelos moradores: são os chamados guardas municipais. Antes de acompanhar o trabalho ostensivo realizado pelos profissionais, o diretor-geral da Guarda, Anderson Walace, informou que 241 guardas atuam no município, cujo efetivo se divide entre a rua ? por meio da Ronda Ostensiva Municipal (Romu) ?, o grupamento escolar e os prédios públicos. O comandante, que está há 10 anos na Guarda, comenta que a vontade de trabalhar no combate à criminalidade só tem crescido. ?Primeiro, nosso deslocamento para as ruas, prendendo os infratores, e, segundo, conversando com a população, que tem sido receptiva e está mais confiante para circular por São Miguel e denunciar os atos de violência?. E o trabalho realizado pelos guardas não se encerra no policiamento. Nas horas vagas, muitos deles encaram, com muita satisfação, o ensino de artes marciais e atletismo a mais de 500 pessoas de 6 a 30 anos de idade, em um projeto desenvolvido neste ano e que contribui para a inclusão social. ?E não somente a inclusão, mas também oportunidade a pessoas que já vivenciam a criminalidade dentro ou fora de casa, e acabam entrando neste mundo perverso. O projeto vem combater a ociosidade e trabalhar a autoestima do alunado, inclusive, influenciando a participação em campeonatos esportivos. O mais curioso é que os guardas são os professores de artes marciais e atletismo?, frisou o secretário municipal de Esportes, Valdemir Costa. Ele acrescentou que as aulas acontecem no horário de folga do estudante e envolvem, ainda, futebol, futsal, futvôlei e vôlei de praia.