Polícia
MAIS UM MORADOR DE RUA � ASSASSINADO
Paulo César da Silva, de 20 anos, é o sexto morador de rua assassinado em um mês, em Maceió. A Polícia Militar suspeita que a morte renha sido motivada por rivalidade. Antes dele, foram mortos: Felipe, no Centro; Adevan Oliveira, perto do Quartel da PM; um cadeirante, na Levada. Outros dois foram mortos recentemente. No dia 11 do mês passado, Antônio Fernandes Silva foi morto no Jaraguá. O Comitê Intersetorial de Monitoramento de Políticas Municipais de Atenção à População em Situação de Rua (Cimpop) e a Defensoria Pública apontam que a falta de segurança para essa parcela da população deve ser resolvida de imediato. De acordo com o 1º Batalhão da Polícia Militar, a vítima foi morta a pedradas e facadas, no bairro da Levada, próximo ao Mercado de Produção, na noite do último domingo, 13. ?Nós suspeitamos que tenha acontecido uma briga motivada por drogas e que a vítima tenha sido assassinada por isso. Às vezes, as mortes de moradores de rua acontecem por motivos menores, a exemplo de briga por causa de colchão. Um tem um colchão melhor que o outro e isso gera brigas e até homicídios?, aponta o major Rocha Lima, comandante do 1º Batalhão da PM. Segundo a Delegacia de Homicídios da Capital, a perícia ainda confirmará a causa da morte e o delegado responsável pelas investigações será Rodrigo Sarmento. Os dados sobre o ocorrido serão repassados, hoje, a ele. Ano passado, oito moradores de rua foram mortos na capital e, este ano, já são seis casos. Para o advogado Daniel Gueiros, do Cimpop, o problema que deve ser resolvido de imediato é a falta de segurança dos moradores de rua. * Sob supervisão da editoria de Cidades.