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PMs que gravaram vídeo devem ser investigados

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Para o presidente da Associação Alagoana de Magistrados (Almagis), juiz Ney Alcântara, a guarnição da Polícia Militar que gravou vídeo criticando a soltura de uma acusada de porte ilegal de armas de fogo agiu com a intenção de ?desmoralizar o Poder Judiciário?. A indignação dos policiais, que receberam o apoio do presidenciável Jair Bolsonaro (PSC), foi comunicada ? por meio de ofício ? ao Supremo Tribunal Federal (STF), Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Pleno do Tribunal de Justiça, Procuradoria-Geral de Justiça, Comando-Geral da Polícia Militar e Corregedoria da PM. ?Nossa questão é institucional. Não discutimos nem devemos entrar na atitude do juiz, que aplicou a lei. Qual a nossa insurgência? É que alguns policiais, uma minoria mesmo ? com interesses políticos de aparecer para a população ? quando há prisão em flagrante e o juiz solta por algum motivo, eles filmam, e quando dá ibope começam a expor a conduta dos profissionais que praticaram o ato, delegado ou juiz?, declarou o presidente da Almagis, juiz Ney Alcântara. O magistrado acrescenta que se o juiz liberou Maria Cícera Oliveira, detida pelo porte ilegal de oito armas, é porque ele tinha as razões técnicas dele. ?Se estava errado, tinha que se recorrer ao Tribunal de Justiça. Colocar na mídia não resolve nada. Expõe a população, que está com sede de segurança. Mas não podemos expor o poder público. Estão fazendo uma incitação contra o Poder Judiciário. Isso é crime?, completa Alcântara. Ney Alcântara disse à Gazeta de Alagoas que, enquanto presidente da Almagis, não poderia permitir que ?pouquíssimos policiais joguem a população contra o Poder Judiciário?. ?Então, quais as providências que tomamos? Ontem, fizemos uma comunicação oficial às entidades. Ao Comando-Geral, para que apure e veja se não está tendo uma insubordinação de patentes inferiores, se não estão praticando atos sem autorização do comando. Também comuniquei ao procurador-geral de Justiça para analisar se existem crimes ou não?, afirma Alcântara. Segundo o magistrado, ?o que aconteceu causa instabilidade ao Poder Judiciário e foi replicado no site do Deputado Jair Bolsonaro. Não compete ao policial analisar se a prisão ou liberação está certa ou errada e muito menos fazer filme. Também comunicamos à ministra do Supremo, Cármen Lúcia, já que virou fato nacional. Aí mandei para que ela tome conhecimento que o Poder Judiciário está sendo achincalhado?, acrescenta o presidente da Almagis.

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