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NÚMERO DE MORTES EM CONFRONTO CRESCE 47%

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No período de 1º de janeiro a 31 de julho deste ano, a Secretaria de Segurança Pública (SSP/AL) registrou 78 casos de resistência com resultado morte, ou seja, óbitos de suspeitos de crimes que morreram em confronto com policiais. O número é 47% maior se comparado ao mesmo período do ano passado, quando a SSP registrou 53 mortes nessa situação. O número do primeiro semestre de 2017 equivale a 42% do total de registros de todo o ano de 2016, quando a secretaria totalizou 111 autos de resistência com resultado de morte. Se forem somadas as quatros mortes que resultaram de conflito entre policiais e suspeitos de crimes, na noite da terça-feira, 8, no município da Barra de São Miguel, as duas do domingo, 13, no bairro do Bom Parto, e as quatro da ocorrência registrada quarta, 16, na Feirinha do Tabuleiro, a estatística de 2017 sobe para 88 casos em 7 meses e meio. ?É um número apavorante?, reage o advogado Pedro Montenegro, especialista em direitos humanos. Segundo ele, os números desses sete meses ? janeiro a julho de 2017 ? mostram 13 mortes por cada mês. Ex-assessor da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), o advogado acredita que, mantida essa projeção, ao final deste ano, serão 150 mortos em autos de resistência. Para o secretário de Segurança Pública, Paulo Domingos Lima Júnior, os números são resultado do trabalho de combate à criminalidade em Alagoas. Ressaltando que nenhuma morte é escondida, ou seja, todos os autos de resistência entram nas estatísticas oficiais como homicídio. Lima Júnior se diz convicto de que o enfrentamento ao crime tem um custo e, para ele, é melhor que seja ?pago pelos criminosos?. Os números, afirma o secretário, mostram que a polícia alagoana está atuando mais e, principalmente, dando combate às organizações criminosas, facções que têm aterrorizado a população, como ocorre nos grandes centros urbanos, como o Rio de Janeiro. ?De fato, o número desse período é maior que todo o ano passado. Mas há uma explicação: o cenário da criminalidade foi bem diferente em 2017. Começamos o ano com as facções matando nos presídios e nas ruas? , argumenta o secretário Lima Júnior.

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