Polícia
POLÍCIA AFIRMA QUE AÇÕES COM MORTE SÃO A EXCEÇÃO
Na avaliação de Pedro Montenegro, o elevado número de vítimas de ?autos de resistência? em Alagoas, deixa clara a ação extremamente repressiva da polícia alagoana. Uma postura que, segundo ele, vai na contramão do modelo de polícia cidadã, que requer ação preventiva. Há na sociedade a ideia de que, no combate ao crime, é legítimo admitir que a polícia está autorizada a matar, avalia o militante dos direitos humanos. Essa ?autorização? é detectada no aumento considerável dos autos de resistência. ?A política de repressão é um equívoco da política governamental?, reclama ele. Neste sentido, Montenegro cobra posição do Ministério Público, órgão responsável pelo controle externo da atividade policial diante do crescimento dos números de mortes em conflito. Em resposta, o MP informa que acompanha de perto todos os casos e as circunstâncias em que aconteceu cada morte por meio de suas promotorias criminais. Já o comandante do Batalhão de Radiopatrulha (BPRp), uma das mais atuantes unidades operacionais da Polícia Militar de Alagoas, tenente-coronel Marlon Araújo, reage com uma sugestão. Que os críticos da ofensiva policial comparem os números das ocorrências atendidas pelos policiais com os casos em que há resistência.